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Diário de Sorocaba

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Sem tempo a perder

Publicada em 08/11/2018 às 00:11
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Neste período que antecede a posse do novo presidente da República, em janeiro de 2019, com a economia mais estagnada do que nunca, embora as perspectivas sejam mais animadoras para o primeiro trimestre do ano que vem, seria interessante que pudesse existir, no âmbito de todas as atividades produtivas, um compromisso para ser levado adiante, de maneira consistente, por todos os trabalhadores, empresas e entidades de classe, no sentido de investir e de fazer o melhor em termos de produção, inclusive com o desenvolvimento tecnológico e de novas atividades, isto para que fosse possível a criação de novos empregos e a geração de renda. 
A equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro também poderia pensar, desde já, na possibilidade da redução da carga tributária, que há muito assola o País e deixa tudo mais difícil para os brasileiros em geral. Essa providência seria uma forma de o novo governo estimular um pouco mais os investimentos que se fazem necessários em benefício de todos, já que o desemprego poderia começar a ser combatido de maneira imediata e mais consistente. Neste ponto, uma das mais importantes atividades para dinamizar a economia e gerar empregos, sem se falar do estímulo que oferece aos fornecedores de matérias-primas em geral, é sem dúvida a indústria imobiliária.
Ultimamente, o governo está procurando incentivar esse setor, mas só isso ainda é muito pouco. O desemprego e os baixos salários acabam não ajudando em nada. Os financiamentos habitacionais continuam não permitindo muita coisa, tendo em vista que a falta de dinheiro no bolso do trabalhador atrapalha o desenvolvimento do mercado imobiliário. Por isso, uma expressiva parcela dos mutuários nunca consegue honrar seus compromissos, inclusive com muita gente perdendo o imóvel por não conseguir saldar as prestações.      
O fato é que a inadimplência é grande em todo o País e algo deveria ser feito logo no início da próxima gestão federal para que as coisas pudessem começar a melhorar. Com o desespero das dívidas e do desemprego batendo às portas, não é fácil para a maioria dos brasileiros levar uma vida normal. Como não há tempo a perder, desde já o governo precisa ir fundo para tentar minimizar como se deve os problemas que atingem as famílias mais pobres. Sem isso, com a chegada do próximo ano, continuarão reduzidas as possibilidades de o Brasil sair do lugar comum mais rapidamente. Não adianta apenas as estratégias de se arrecadar cada vez mais, como vem ocorrendo nos últimos anos, e nada ser feito de mais substancial para que o dinheiro se reproduza em benefício de toda a sociedade.