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Diário de Sorocaba

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Os vírus e a saúde pública

Publicada em 10/08/2018 às 07:10
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Conforme alerta o Ministério da Saúde, é principalmente entre os meses de agosto e dezembro, período do inverno e primavera, que devem ser adotadas, mais do que nos outros meses do ano, providências eficazes no sentido de manter os quintais limpos, removendo-se os possíveis focos que dão origem ao mosquito da dengue. É justamente nesta época que precisam ser redobrados os esforços, eliminando-se as condições que permitem a proliferação do Aedes Aegypti a partir de dezembro, quando o calor já é mais intenso. 
Em qualquer município brasileiro, quando é grande a negligência no combate à dengue e a outras doenças provocadas por ela, como febre amarela, chicungunha e zika vírus, sempre é a população que sofre as consequências, daí a razão de todo mundo precisar fazer a sua parte para evitar maiores complicações. E, mais do que ninguém, os próprios órgãos de saúde que atuam nessa área precisam estar preparados para que os recursos orçados sejam colocados em prática como se deve. Se muitas vezes a pulverização com inseticida é malfeita, é claro que não se pode esperar nada de melhor. Também é importante saber que, de acordo com os especialistas, as operações contra a dengue não podem ficar restritas apenas ao verão.  
O fato é que, quando menos se espera, a situação pode se complicar e trazer epidemia alarmante, como já ocorreu em anos anteriores em várias regiões do Brasil, inclusive assumindo aspectos de uma catástrofe de saúde pública. Tudo ajuda a compor um quadro extremamente negativo. As intervenções humanas sobre o meio ambiente, por exemplo, sempre podem oferecer organismos portadores de doenças, como o mosquito da dengue e os vírus transmitidos por ele. 
Levando-se em conta que não existem meios mais eficazes para se desvendar o inimigo que leva o vírus para todos os lados, o que falta é um investimento maciço e coordenado em pesquisas relacionadas aos males que nunca deixam de aparecer. Nesse sentido, o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos específicos, baratos e rápidos, são peças essenciais para se vencer a batalha. Só que, infelizmente, as coisas não acontecem de uma hora para outra, como, por exemplo, a vacina contra a zika, que provavelmente ainda levará mais dois ou três anos para estar à disposição de todos. 
Diante de todos os inconveniente que existem, ninguém deve esquecer do combate ao elo entre o vírus e o ser humano, que é justamente o mosquito vetor. Por enquanto, é fundamental a adoção de políticas públicas mais eficientes que promovam o fortalecimento das secretarias municipais, estaduais e federais de vigilância, além da imprescindível capacitação dos agentes de saúde. Sem isso, tudo se tornará muito mais complicado.