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Diário de Sorocaba

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Um jogo onde tudo de pior é permitido

Publicada em 09/08/2018 às 07:08
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Apesar de a situação do País ser de extrema gravidade, é impressionante como a maior parte dos protagonistas políticos agem como se os problemas não existissem e tudo estivesse às mil maravilhas. É lamentável como a política termina reduzindo-se a uma equação medíocre sobre aquilo que certos políticos e partidos possam obter de vantagens, como se o Brasil pudesse suportar eternamente a duração de tantos prejuízos. Naturalmente, há limites que não deveriam ser ultrapassados em hipótese alguma, mas o jogo político é feito como se tudo fosse possível e permitido. E isso, com menores ou maiores consequências, acaba ocorrendo em todas as esferas do poder, inclusive no Poder Judiciário. Falamos de algo que só conspira contra a Nação e torna cada vez mais difícil a vida dos brasileiros em geral.  
Entre tantas coisas que nunca deixam de espantar os contribuintes, está o quadro de pessoal de todas as casas legislativas do País. Basta lembrar do que acontece no Senado, onde os aumentos contínuos de todas as quinquilharias não deixam de revoltar os brasileiros. Nem todos sabem disso, mas, para manter o seu funcionamento, o Senado, formado por 81 senadores, precisa de quase 5.500 servidores efetivos e comissionados, além de manter cerca de 2.500 aposentados e pensionistas. E os gastos por ano, apenas com os funcionários, chegam a quase R$ 6 bilhões, sem se falar de uma série de outros materiais como papéis, combustível, passagens aéreas e alimentação, entre outros. 
A flagrante desproporção de tantos funcionários para uma só instituição política também se estende à Câmara dos Deputados, às assembleias legislativas e às câmaras municipais, com tudo dando origem a gastos exorbitantes, que só prejudicam os recursos que poderiam ser destinados a projetos mais importantes, como a educação, saúde e infraestrutura. As pessoas menos favorecidas sempre são as que mais sofrem com todo esse estado de coisas. Não é à toa que, com tanto dinheiro jogado fora, os governantes nunca têm recursos suficientes para obras e serviços essenciais para toda a população. Com as manhas e artimanhas que se multiplicam todos os anos, resta saber o que de fato os políticos, seus assessores e tantas despesas absurdas significam de bom para os contribuintes em geral, cada vez mais onerados com o pagamento de tantos impostos.
O interessante é que, se os meios de comunicação não falam sobre tudo isso, a degradação política acaba se eternizando, como se ainda faltasse muito para atingir o fundo do poço.