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Diário de Sorocaba

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De olho na Seleção

Publicada em 10/07/2018 às 18:09
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Pelo fato de se tratar de algo muito além do imponderável, com resultados que nem sempre podem ser considerados justos pela maioria dos torcedores, o futebol nunca deixa de exigir muitas reflexões de todos aqueles que o idolatram. Por isso não há como ignorar que mais uma vez o Brasil não tenha tido uma boa participação na Copa da Rússia, apesar de o técnico Tite ter se empenhado para que o seu trabalho pudesse alcançar o sucesso que todos esperavam. Da mesma forma, a Seleção também não deixou de contar, pelo menos na visão de Tite, com a participação de quase todos os melhores craques brasileiros, mas nem todos tiveram o desempenho que deles se esperava, como é o caso de Gabriel Jesus, Fernandinho e outros que nem tiveram a oportunidade de jogar. Apesar de não terem vivido um bom momento, não se pode dizer que não sejam bons profissionais. Por isso mesmo é que as análises são necessárias para que no futuro as respostas que devem ser dadas em campo possam corresponder às expectativas de toda a Nação.  
 
O fato é que nas copas de 1958, 62 e 70, por exemplo, parece que os atletas brasileiros eram mais determinados, com mais amor à camisa, mais confiança no seu potencial, mais habilidade com a bola e mais personalidade. Todos que viveram aqueles tempos se lembram de Didi, Pelé, Nilton Santos, Zito, Gilmar, Gerson, Tostão, Garrincha, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Belini, Rivelino, Zico e Pepe, entre tantos outros. Naquela época, todos jogavam no Brasil, sem os privilégios e as badalações de hoje. Pode-se dizer que as  seleções de 2014 e 2018 também eram boas, mas não se comparavam com as outras que impunham respeito ao mundo todo, como a de 1982. Até hoje, grande parte dos brasileiros ainda se lembra dos craques, mas quase ninguém se lembra dos atletas campeões de 94 e 2002. Dentro de mais algum tempo, quem vai se lembrar da maioria dos jogadores atuais? Lá atrás, todos que chegavam à Seleção dominavam de ponta a ponta todos os fundamentos do futebol. Parece que tinham outra visão e outro entendimento sobre a importância da camisa que vestiam. 
 
O que se pergunta é: vale a pena a Seleção só contar com a maioria de jogadores que atuam no exterior? A impressão que passam é que só querem jogar na equipe brasileira para garantir um título mundial na carreira e para ser ainda mais valorizados em seus clubes no exterior. Quem sabe se, só com craques que atuam no Brasil, bem treinados por Tite ao longo dos anos, o Brasil não voltaria a ser uma equipe muito mais competitiva e determinada? Mais do que nunca está confirmado que, nesta Copa, os atletas mais badalados que atuam em outros países pouco contribuíram para o sucesso da Seleção. Neymar, Allisson, Willian, Phelippe Coutinho, Gabriel Jesus, Fernandinho, enfim, todos eles, pouco fizeram para mudar as coisas. 
 
A Seleção Brasileira já está de volta, quase todos os seus atletas já regressaram aos seus clubes no exterior, a Copa não veio e a vida segue em frente, com a torcida amargando mais um fracasso e a triste realidade de um País que sempre está na pior por conta de seus governantes e políticos. Será que tudo vai continuar na mesma em 2022 no Dacar? Será que os atletas "estrelados" só vão continuar ganhando rios de dinheiro e não ganhando nada para o Brasil? Todo mundo precisa ficar de olhos abertos para que o pior não continue a acontecer.