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Diário de Sorocaba

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Um marasmo sem fim

Publicada em 13/06/2018 às 07:06
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Mesmo depois da paralisação dos caminhoneiros, que tantos prejuízos causou à Nação e aos brasileiros em geral, as coisas vão seguindo seu curso de mal a pior, com a violência aumentando, a economia recheada de incertezas e o cenário político-eleitoral não animando ninguém para as eleições deste ano. O que se observa é um mal-estar generalizado tomando conta da sociedade, com os brasileiros desconfiando de tudo e sem perspectivas favoráveis com relação ao que está por vir. 
Governo, caminhoneiros e empresários, por exemplo, parece que fazem questão de não se entender. Infelizmente, não existe uma convergência de interesses comuns para tirar o Brasil da triste situação em que se encontra. Ninguém acerta os preços dos fretes e dos combustíveis. É cada um por si e todos por ninguém, como se isso pudesse alavancar um destino promissor para o País. 
Não se pode negar que o Brasil vive um período de transição dos mais difíceis. Ao longo de sua história, certamente nunca atravessou uma fase tão decepcionante. Mas, independente da discussão sobre o modo como essa transição deve ser feita, é imperativo que todos busquem uma saída para o marasmo sem fim que o País atravessa, completamente à deriva. Os indicadores econômicos não ajudam em nada, os desafios que se apresentam são muitos e a população brasileira está cansada e sem tempo para continuar esperando eternamente que algo de melhor aconteça. Não há mais espaço para coisas inúteis nem para aquilo que é paliativo, e muito menos para o artificialismo.
É preciso, urgentemente, repensar o sistema político, já que tudo é cada vez mais detonado da noite para o dia, deturpando tudo. A coalizão política, critério esse adotado nos países mais evoluídos do mundo, possibilita a governabilidade de um país quando o governo não consegue maioria e pressupõe uma possibilidade de participação de outros partidos políticos com o mesmo objetivo, ou seja, a solução para os problemas que incomodam a população. No Brasil, porém, tudo é diferente, com a deturpação do modelo político manchando o relacionamento entre o governo e o Congresso Nacional. A promiscuidade é que impera.
O fato é que não se pode ignorar como a situação do País é grave, enquanto a maioria dos atores políticos, que não servem para nada, agem só pensando em si, como se os problemas nacionais fossem insignificantes. Há que se conseguir entre as lideranças políticas e de todos os segmentos da Nação uma convergência em favor de toda a coletividade. Não há mais tempo a perder: quanto mais as decisões forem postergadas, maiores serão os seus efeitos perversos no futuro. O grande problema enfrentado hoje é justamente o senso de impotência de um País que não para de fugir do controle e de problemas tão imensos que ninguém consegue solucionar.