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Diário de Sorocaba

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Publicada em 16/03/2018 às 18:08
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Chama a atenção o modo como os políticos com vocação autoritária convivem mal com a liberdade de imprensa e de expressão. Recorda-se como as tentativas de amordaçar a imprensa nos moldes do extinto Conselho Federal de Jornalismo foram intensas mais de dez anos atrás. Muitos ainda se lembram, por exemplo, que quando na oposição, a companheirada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou e abusou das críticas pesadas contra as instituições. Eles se esquecem de que em 2002 Lula foi eleito pela primeira vez justamente graças às críticas sem fim que a imprensa dirigia contra o então presidente Fernando Henrique Cardoso, que nunca se insurgiu de maneira ameaçadora contra os meios de comunicação. 
Atualmente, condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por causa do apartamento no Guarujá e cumprindo pena em Curitiba, Lula continua muito irritado com as matérias da imprensa divulgadas através das investidas da "Lava-Jato" denunciando a corrupção desvairada praticada por integrantes do seu governo. Antes das eleições de 2002 Lula era um "grande democrata", mas depois mostrou toda a sua verdadeira vocação autoritária, principalmente não poupando ninguém quando começou a cumprir sua condenação no sábado passado (7). Para o ex-presidente, a imprensa, as instituições, os magistrados de todas as instâncias e outros segmentos da sociedade sempre extrapolaram o seu papel contra ele e contra os petistas, esquecendo-se de que não são poucos os políticos em geral que estão às voltas com processos que não acabam mais. Na verdade, os meios de comunicação se transformaram numa instância de poder de uma sociedade agredida e abandonada pelos maus costumes de grande parte dos agentes públicos. 
O melhor de tudo é que, de acordo com as previsões, as falcatruas não vão continuar como estão, pois a hora é de passar o Brasil a limpo de uma vez por todas. E o mais importante é que a população sabe de tudo isso, pois é ela que sente na carne a convivência com os problemas e os desmandos de governos corruptos e insensíveis de todas as cores partidárias. É imprescindível que a sociedade saiba que a imprensa séria é o fiel da balança, o grande vetor da moralidade a colocar seus olhos e vigiar os passos dos que dirigem a Nação. Mas é necessário também que os demais poderes constituídos façam a sua parte. É através da imprensa que a sociedade e a opinião pública devem pressionar para que se restabeleça, como deve, a verdade e que a democracia realmente possa continuar a seguir seu curso em benefício dos brasileiros em geral.