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Diário de Sorocaba





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Mestres que transformam vidas

Publicada em 14/10/2019 às 16:11
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Longe vai o tempo em que a escola pública representava qualidade de ensino, onde alunos e professores se dedicavam à produção do conhecimento, evidenciando a arte da convivência com base no respeito mútuo. Nos velhos tempos não havia tanta preocupação com a nota, o diploma e o mercado de trabalho, já que acima de tudo prevalecia a vontade de aprender e atualizar conhecimentos.
Neste dia em que se comemora o Dia do Professor, nunca é demais lembrar que foi no dia 15 de outubro de 1827 que dom Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um decreto imperial criando o Ensino Elementar, através do qual todas as cidades deveriam ter escolas com esse tipo de ensino. Este decreto também falava das matérias básicas que deveriam ser lecionadas, sobre a forma como os professores teriam de ser remunerados e sua importância para o desenvolvimento do País. Se, ao longo dos anos, esse decreto tivesse sido cumprido na sua essência até os dias atuais, certamente o professor teria sido muito mais valorizado, respeitado e cada vez mais um motivo de justo orgulho para todos os brasileiros. Mais do que isso, o Brasil seria hoje uma Nação muito mais importante dentro do contexto internacional.
Sabe-se que hoje o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo. Entretanto grande parte de sua população vive abaixo da linha da pobreza, com o País passando por graves problemas como o desemprego, a violência, a concentração de renda e a corrupção, entre outros. A resposta a tudo isso é investir de verdade em educação. É de suma importância a criação de mais oportunidades e perspectivas de desenvolvimento para a camada mais jovem da população. Infelizmente, o ensino público está cada vez mais defasado. Ao longo dos anos, a progressão continuada transformou-se em objeto de economia para os cofres públicos e não um instrumento de melhoria como os políticos e seus bajuladores sempre pregaram.   
O fato é que o Brasil sempre optou pelo pequeno esforço e pela menor qualidade em tudo. No lugar da abolição, por exemplo, preferiu leis para aliviar a escravidão, até que ela se esgotou. Mas nada fez para incorporar os ex-escravos, que tanto trabalharam para o desenvolvimento do Pais. Em vez de uma industrialização consistente, preferiu o protecionismo estatal, com técnicas e capital importados. O resultado é que o Brasil não tem uma demanda de acordo com o seu tamanho nem uma base financeira, científica e tecnológica que promova a sua inserção no mundo moderno. 
Enfim, antes de mais nada, falta enxergar os professores como pessoas que devem ter um destaque fundamental na vida das novas gerações, pois são os mestres que dedicam suas vidas para transformar a de todos. Além de tudo é preciso estabelecer uma visão concreta do que o jovem quer ser no futuro, entendendo que tudo o que ele pretende alcançar precisa passar pelas mãos dos professores. Sem isso, dificilmente ele terá condições de sair do lugar comum.