Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2019

Diário de Sorocaba





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A deterioração das finanças

Publicada em 08/10/2019 às 20:10
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Apesar de a arrecadação de impostos no âmbito federal nunca deixar de bater muitos recordes, o fato é que, com raras exceções, quase todas as atividades econômicas do Brasil revelam-se inadimplentes. Nos últimos anos, a elevação da taxa de juros fez com que o endividamento de milhares de empresas duplicassem e que perto de 25% das categorias produtivas entrassem numa perceptível recessão, apresentando um quadro de falências que não deveria acontecer num País que reúne todas as condições para se desenvolver. O painel não se desmente, uma vez que salta aos olhos de todos que os trabalhadores não estão em condições de manter seus parcos padrões de vida familiar, tendo em vista que os reajustes de vencimentos sempre acabam sendo inferiores aos índices inflacionários e ao custo de vida, solapando o poder aquisitivo de todo mundo. 
O próprio governo também entra na corrente da inadimplência, com mais de 700 obras de grande porte paralisadas em todo o País, já que são demais os gastos desnecessários para manter a máquina pública funcionando como se deve. Basta lembrar que a dívida pública brasileira chega hoje a quase R$ 5 trilhões. A irresponsabilidade da gastança sem limites, principalmente com o superfaturamento que acontece em todas elas, contribui de todas as formas para o empobrecimento do País e dos brasileiros. A deterioração de tudo, em especial nas áreas da saúde, educação e segurança, entre outras, ganhou proporções que vão se eternizando de forma equivalente à velocidade do tempo, minando o débil organismo de quase todos os segmentos da sociedade, que, atônita, pergunta, sem a devida resposta, até quando tudo aquilo de pior continuará dando prejuízos a todos. 
Claro que com a nova Previdência e outras reformas pretendidas, alguma coisa haverá de ser melhor no Brasil, mas, na verdade, não se pode esperar que tudo mude de uma hora para outra. Do jeito que as coisas estão, só mesmo daqui a dois anos ou três anos, se os governantes evoluírem como se deve em termos de juízo, é que os brasileiros começarão a perceber, de fato, principalmente no que diz respeito à colocação no mercado de trabalho, que algo de mais substancial estará acontecendo. Para isso, naturalmente, é preciso que os administradores de todas as esferas do poder público passem a ter muito mais consciência e responsabilidade na condução das atividades que devem desenvolver para o bem de toda a sociedade brasileira.