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Diário de Sorocaba

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Com 24 anos de história, comédia ‘A mulher zumbi’ é encenada amanhã

Publicada em 11/01/2019 às 01:01
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(Foto: Divulgação)
A Cia. Clássica de Repertório apresenta neste sábado (12), às 20 horas, no Teatro Escola Mário Pérsico, aquele que é o carro-chefe da companhia, a comédia “A mulher zumbi”, que estreou em 15 de outubro de 1994, no Teatro Municipal. Nesses 24 anos, ganhou 27 prêmios, foi para Portugal, em 1999, e representou o Brasil no 12º Encontro de Teatro Popular Latino-Americano, em 1998. Foi essa mulher a responsável pelo prestígio e reconhecimento que a Companhia conquistou junto ao público e a crítica e também pela efetiva profissionalização do grupo.
“A mulher zumbi” é uma tentativa de resgate da chanchada circense, concebida no gênero Terrir – Terror cômico ou terror para rir, escrita, dirigida e interpretada por Mário Pérsico, com a contracena de Jair Christo, que participa da montagem desde a estreia. O texto passeia tranquilamente por vários estilos teatrais, passando pela farsa, chanchada, chanchada circense, comédia de costumes, vaudeville, ao melodrama, mostrando ao expectador, do leigo ao mais sofisticado amante da arte dramática, o imenso prazer que um espetáculo teatral pode proporcionar.
Tudo isso recheado de citações, referências aos clássicos do cinema como “Rebeca – A mulher inesquecível” e “Psicose” (Alfred Hitchcock), “O bebê de Rosemary” (Roman Polanski), “Os girassóis da Rússia” (Vittorio de Sicca), “Os guarda-chuvas do amor” (Jacques Demy), “A pantera cor de rosa” (Blake Edwards), “E o vento levou” (Victor Fleming), “Quanto mais quente, melhor” (Billy Wilder), alguns até mais recentes como “Ghosth” e “Titanic”, entre outros. A história é um mero pretexto para os estilos de comédias e referências cinematográficas que a chanchada circense possibilitava. 
O mote da história é muito simples; em uma ilha do Caribe, um grande proprietário tem sua amada esposa transformada em zumbi pelo feiticeiro local. Desesperado, ele entra em acordo para tentar reverter essa maldição. O feiticeiro concorda, mas, para isso, impõe uma condição. O feitiço deverá ser transferido para outra mulher em tudo semelhante à primeira. É aí que a peça começa, com a chegada de Ethel, a esposa prometida e já preterida, que está vindo à ilha para consumar um casamento feito em Londres por procuração.
Ethel é também a personagem preferida da trama. A mulher que vem em busca de um grande amor e depara com uma trama sórdida. “A mulher zumbi” ficou 16 anos em cartaz e, agora, retoma sua saga que já virou até um média-metragem, protagonizado pelos mesmos Pérsico e Christo. Quem ainda não viu, pode divertir-se com Mário Pérsico e Jair Christo, desdobrando-se em seis personagens, graças a alucinadas trocas de roupas, 36 no total, o que cria um jogo ágil e hilariante, proporcionando um grande exercício de atuação para os dois atores, que brincam se revezando em “escada” e “excêntrico”. 
“A mulher zumbi” é um trabalho que diverte muito, faz chorar de rir e, fazendo rir, cumpre plenamente sua sublime missão, que é estimular o prazer e o gosto de ver teatro, sendo por isso um espetáculo obrigatório. Os ingressos custam R$ 30 e R$ 15.