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Diário de Sorocaba

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STF proíbe Aécio de exercer funções de senador; pedido de prisão é negado

Publicada em 18/05/2017 às 11:07
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(Foto: ABr)
Atualizada às 12h40
 
Um dia após a divulgação da informação de que o senador Aécio Neves (PSDB) teria pedido R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, proibiu o tucano de exercer suas funções no Senado nesta quinta-feira (18). Inicialmente, as informações eram de que ele tinha sido afastado do mandato, contudo continua sendo senador. 
 
Na decisão, Fachin impôs duas medidas cautelares ao tucano, a proibição de contatar qualquer outro investigado ou réu no conjunto de fatos revelados na delação da JBS e a proibição de ausentar do País, devendo entregar seu passaporte.
 
A Procuradoria-Geral da República também pediu a prisão de Aécio, no entanto Fachin, responsável pela “Operação Lava-Jato”, negou o pedido. O ministro tomou uma decisão monocrática e não levará o pedido ao plenário do Supremo. 
 
Uma representação contra o senador ainda deve ser apresentada nesta quinta-feira ao Conselho de Ética do Senado Federal, conforme informa a Rede Sustentabilidade; se aberto, o processo pode levar à cassação de Aécio, que também é presidente nacional do PSDB.
 
Força-tarefa
 
A Polícia Federal faz uma grande operação com base na delação da JBS. A ação ocorre desde a madrugada. A informação é de que a força-tarefa já estava programada, mas teria sido antecipada depois do vazamento do conteúdo da delação pelo Jornal “O Globo”, que também envolveu o presidente Michel Temer (PMDB).
 
A irmã de Aécio, Andrea Neves, está entre os alvos da operação e foi presa na manhã de hoje na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela é acusada de pedir dinheiro para Joesley Batista, um dos proprietários da JBD, em nome do irmão. O valor teria sido dado a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador, que teria sido filmado recebendo os R$ 2 milhões. Ele também foi preso. 
 
Alberto Toron, um dos advogados de Aécio, diz não acreditar que o tucano possa ser preso. “Tenho a impressão de que o afastamento dele do mandato não desveste das prerrogativas da função, ainda que afastado. Mesmo afastado não me parece que ele pudesse ser preso.” 
 
Na quarta-feira (17), em nota, Aécio disse estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos”. “No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público.”