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<< EDITORIAL A responsabilidade de cada um

Publicada em 28/01/2021 às 19:22
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Pode até parecer que o aumento de infectados pela Covid-19 neste 2021 é uma consequência da nova versão da doença, mas o fato é que se trata do resultado direto da nova onda de irresponsabilidade que vai se multiplicando no Brasil e no mundo. Isso vem ocorrendo cada vez mais nos países europeus, onde há uma grande movimentação de turistas de alto poder aquisitivo pelas praias mais badaladas do mundo. E o mesmo acontece no Brasil, com as aglomerações nas cidades praianas, nas festas, nos restaurantes e pancadões, com um desrespeito flagrante às normas sanitárias, como uso rigoroso de máscara e distanciamento. Como não poderia deixar de ser, tudo isso só faz aumentar o descontrole da doença, fazendo com que os hospitais fiquem cada vez mais cheios de vítimas da pandemia.
Dessa maneira, com vacina ou sem vacina, as coisas tendem a piorar, com o vírus se expandindo e fazendo com que uma pessoa contaminada passe a doença para outras quatro ou cinco. Basta lembrar que, pelos dados oficiais, até ontem já eram mais de 220 mil mortos no País. É bem verdade que, no Brasil, nunca se pode esperar pelo melhor desempenho dos governantes, mas também é inegável que uma grande parcela da população, ignorante por excelência, não faz a sua parte para que a força do novo Coronavírus não continue impactando a todos. Levando-se em  conta que a aplicação das duas doses da vacina ainda vai dar muito o que falar ao longo do ano no Brasil, antes de mais nada, para que as coisas não se tornem incontroláveis, todos precisam aceitar e cumprir as recomendações e decisões da Ciência e dos especialistas. Sem isso, não adianta ficar jogando a culpa em cima de quem quer que seja.
 
"Tendo em vista que o Brasil ainda nem superou a primeira onda da doença, aresponsabilidadede cada pessoa é que deve prevalecer"
 
Do jeito que tudo caminha, não se pode simplesmente achar que os resultados da vacinação serão a salvação de toda a humanidade. Quanto mais tudo isso demorar, o Brasil sempre vai estar à beira de uma verdadeira catástrofe. Infelizmente, como está ocorrendo em Manaus com a falta de oxigênio, as patifarias políticas entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro em torno da imunização só tendem a piorar cada vez mais as coisas no País. Não se pode ignorar que na Capital paulista e no interior do Estado não é brincadeira a escalada da Covid-19.
O fato é que todos precisam ter em mente que, mesmo com a aprovação do uso emergencial de duas vacinas contra a pandemia, o avanço da imunização não livra a sociedade de manter hábitos fundamentais para o combate à doença. As medidas de segurança não podem ser deixadas de lado em hipótese alguma, até porque ninguém sabe exatamente se haverá vacina em número suficiente para atender a todos os brasileiros ainda neste ano. Depois de tudo que se falou a respeito durante o ano passado, com tantas contradições políticas e falta de bom senso, as máscaras, o álcool gel e o distanciamento social continuarão sendo absolutamente imprescindíveis. Tendo em vista que o Brasil ainda não superou como se deve nem a primeira onda da doença, a responsabilidade de cada pessoa é que deve prevalecer. 
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