Segunda-Feira, 19 de Abril de 2021

Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
Sorocaba 

buscar

<< EDITORIAL O risco de uma depressão profunda

Publicada em 21/01/2021 às 19:55
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR
Em março do ano passado, quando foi registrado o primeiro caso do novo Coronavírus no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a resistir a ideia de injetar recursos financeiros para combater a doença, mas logo acabou seguindo as iniciativas de vários países no sentido de não deixar a economia sofrer com os seus impactos negativos. Na ocasião, o crédito acabou sendo liberado em larga escala, prestações foram postergadas, houve auxílio direto aos informais, desempregados receberam auxílio de emergência, aposentados e pensionistas foram contemplados com a antecipação do 13º salário. Diante das circunstâncias, muita coisa foi feita para evitar que o colapso econômico tomasse conta do País. 
Levando-se em conta que os problemas causados pela Covid-19 continuam a se manifestar, agravando muito mais a situação decorrente dos encontros e aglomerações do Natal e da virada do ano, resta saber os próximos passos decisivos do governo para que as coisas não venham a piorar, já que a economia poderá mergulhar ainda mais na insolvência ou no sufocamento que anula a capacidade de investir. É só atentar para o que está ocorrendo com a Ford e outras montadoras de veículos, além de uma série de outras atividades. Como sempre, não vai ser fácil engrenar a capacidade produtiva, o aumento do emprego e do consumo. O governo e a sociedade brasileira precisam ficar atentos a tudo aquilo de pior que representa uma depressão profunda. 
 
"Ainda não há uma análise pormenorizada da forma como o governo vai trabalhar com todo o dinheiro que já foi liberado por causa da Covid-19 e que já está chegando a quase R$ 1 trilhão"
 
Sabe-se que a pandemia impôs decisões rápidas e de alto risco, mas até agora ainda não há uma análise pormenorizada da forma como o governo vai trabalhar com todo o dinheiro que já foi liberado por causa da Covid-19, que chega a quase R$ 1 trilhão. Portanto, uma recessão ou estagnação só vai piorar o quadro, reduzindo a receita do caixa público. Essa condição, infelizmente, já começa a vislumbrar a continuidade de um grande endividamento, inclusive não permitindo a manutenção de um País tão caro em todas as esferas do poder. 
Claro que a chegada da vacinação deve reduzir as tensões de toda a população, mas o fato é que tudo ainda continuará a depender de seus resultados positivos, o que deverá levar alguns meses para se concretizar, já que nem todos os brasileiros serão vacinados de imediato. Todos precisam levar em conta que a vacina não significa a extinção do novo Coronavírus da noite para o dia. Daí a razão de todo mundo ter consciência e responsabilidade para evitar as aglomerações que só pioram as coisas. Por isso, é preciso enfrentar a realidade e buscar formas de incentivar as pessoas para manter o isolamento e, se necessário, só sair de casa usando máscara e protegendo-se com álcool gel. 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar