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<< Cesta básica do sorocabano subiu 28,18% em ano de pandemia

Publicada em 12/01/2021 às 16:45
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A cesta básica do sorocabano subiu exatos 28,18% em 2020, num ano considerado também atípico para a economia mundial com a eclosão, logo no final de fevereiro, início de março, da pandemia do novo coronavírus, a Covid-19. Segundo constatação do levantamento mensal realizado por pesquisadores do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), o preço da cesta básica no Município, em dezembro de 2019, estava fixado em R$ 687,97; agora em dezembro de 2020, seu valor era de R$ 881,87, ou seja, R$ 193,9 pagos a mais pelo consumidor – ou 28,18%. Quando comparado o valor de dezembro último com o mês anterior (novembro/2020), o preço da cesta apresentou um aumento de 4,99%, passando de R$ 839,93 para R$ 881,87, ou seja, R$ 41,94 pagos a mais pelo consumidor.

Dos 34 itens que compõem a cesta básica sorocabana, os produtos que apresentaram maior variação de preços o ano passado foram o óleo de soja (alta anual de 122,2%), a batata (112,7%) e o arroz (97%). Já os produtos que tiveram maior alta de preço em reais foram a muçarela fatiada (R$ 18,41), o arroz (R$ 14,66) e a linguiça fresca (R$ 5,01). Já quanto à alta de preço desses produtos registrada agora em dezembro, em comparação ao mês anterior (novembro/2020), 31 deles apresentaram aumento significativo, com destaque à cebola (13,3%), passando de R$ 3,61/Kg para R$ 4,09/Kg - depois de seis quedas consecutivas, ela voltou a subir significativamente em dezembro, isto devido a um menor volume diante da finalização das safras na região nordeste e às chuvas no sul, que dificultaram as colheitas, além da maior demanda por conta das festas de fim de ano.

Outro item que apresentou forte aumento de preço foi a batata (12,8%), passando de R$ 5,85/Kg em novembro para R$ 6,60/Kg em dezembro, seguindo a tendência de alta iniciada em outubro - o principal motivo para a alta em dezembro foram as chuvas de moderada à forte em diversas regiões produtoras, dificultando a colheita e a qualidade do tubérculo, restringindo a oferta.

Importante destacar também, de acordo com explicações do professor Lincoln Diogo Lima, coordenador da pesquisa dentro do Laboratório der Ciências Sociais Aplicadas da Uniso, que apesar da carne de 1ª, o arroz e a carne de 2ª não estarem entre os itens que mais aumentaram de preço em dezembro, devido ao seu peso no orçamento do consumidor, tais itens foram os maiores vilões pelo aumento do valor da cesta básica. A alta em dezembro dos preços da carne de 1ª (6,7%) e de 2ª (3,2%) estão associadas a diversos fatores, como o aumento das exportações, a alta do preço do milho e da soja, que encareceu o custo da ração, e as festas de fim de ano. Por sua vez, a alta o arroz (3,6%) pode ser explicada principalmente pelo aumento das exportações, incentivadas pela taxa de câmbio desvalorizada e quebra de safra de grandes produtores mundiais.

 

PREÇO DO PAPEL HIGIÊNICO EM QUEDA - Por outro lado, o item que apresentou a maior queda de preço o mês passado foi o papel higiênico (-2,0%), passando de R$ 5,76/pacote de 8 unidades em novembro para R$ 5,64 em dezembro. Depois de atingir o seu maior valor em agosto (R$ 6,65), o papel higiênico apresentou, assim, quatro quedas consecutivas.

Apenas mais dois itens apresentaram redução de preço em dezembro: farinha de mandioca (-1%), cotada a R$ 5,64 em dezembro ante R$ 5,76 em novembro, e sabão em pó (-0,4%), cotado a R$ 7,60 em dezembro ante R$ 7,63 em novembro.

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