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<< EDITORIAL Laços de harmonia e confraternização

Publicada em 24/12/2020 às 01:49
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Em todos os anos, para que os cristãos não se acomodem, deixando de lado a realidade de Jesus Cristo na vida de cada um, a Igreja nunca deixa de repetir ao vivo a comovente lembrança de seu nascimento no bucolismo de uma gruta, fato de relevância histórica anunciado pelas vozes dos enviados de Deus. Neste ano, porém, diante da ameaça do novo Coronavírus que avança sem parar por todo o Brasil e das recomendações dos órgãos sanitários, proibindo as aglomerações no Estado de Säo Paulo, as igrejas não puderam abrir suas portas para celebrar a passagem de seu nascimento. Não foram poucos aqueles que estranharam o retorno das restrições à Fase Vermelha justamente nesta época, alegando que elas poderiam ter sido colocadas em prática no início de janeiro, que se aproxima. Dessa forma, não será possível a presença de tantas pessoas nas celebrações  levadas a efeito.

O fato é que neste ano o Brasil e o mundo vivem uma época de muita angústia e preocupações de todos os tipos em razão dos impactos que o novo Coronavírus vem causando a toda população brasileira, que, ao longo dos meses, tendo em vista os familiares e amigos que partiram, acabou nem tendo tempo para um afago de última hora, uma palavra que não foi dita no derradeiro adeus, um abraço que nunca mais será dado, uma ternura que presencialmente nunca mais vai ocorrer. Ninguém deve esquecer, no entanto, que Jesus pregou o renascimento, o nascer de novo, para entrar no céu.
"O Natal deve se constituir em uma busca incansável da face de Cristo, ressuscitando com beleza e dignidade no coração de todos os seres humanos"

Com certeza, neste ano que vai fechando o seu ciclo, os dissabores foram demais, até porque, na triste realidade que o Brasil vive neste momento, ainda existem aqueles que fazem questão de não ter consciência para cuidar da própria vida como se deve, fazendo com que a Covid-19 continue a se manifestar de maneira cada vez mais intensa contra toda a humanidade. Infelizmente, tempo de Natal, além de sinônimo de comercial e do tilintar do vil metal, agora também se projeta como tempo de dissabores intermináveis por causa da Covid-19. E o Natal acaba sendo avaliado pelas estatísticas comerciais e pelas mortes que vão chegando a quase 200 mil no Brasil, além de quase 7 milhões de casos contabilizados. Apesar de tudo isso, ainda há que restar a vontade de viver o verdadeiro Natal de Cristo, em que o aniversariante não deixe de ser a figura principal a acalentar as angústias de tanta gente. Que ninguém esqueça que Natal precisa ser tempo de reflexão. Será que todos estão seguindo os ensinamentos de Cristo? Natal sem harmonia, magia, união, alegria e confraternização não significa nada. A celebração desta data deve se constituir em uma busca incansável da face de Cristo, ressuscitando com beleza e dignidade no coração de todos os seres humanos.

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