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<< BRASIL Restrições à mobilidade podem impactar crescimento

Publicada em 17/12/2020 às 21:04
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(Foto: Agência Brasil)
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (17) que há uma “suavização” recente na atividade econômica e que o aumento do isolamento social pode impactar o crescimento da economia, no curto prazo.  

“Se houver atraso de vacinação que implique em mobilidade menor porque o número de casos está mais alto, a atividade econômica vai ter um impacto. Mas hoje nada indica que isso vai acontecer”, disse, ao apresentar o Relatório de Inflação, nesta quinta-feira.

Campos Neto destacou que há avanços no desenvolvimento de vacinas, o que deve levar a uma solução definitiva para a crise gerada pela pandemia do novo Coronavírus.

Para o presidente do BC, o mercado financeiro deixou de olhar para soluções temporárias, como medidas de auxílio à população e às empresas, e passou a considerar a possibilidade de saída da crise. “Uma solução definitiva vai ser mais eficiente do que uma temporária.”

Ele citou a liberação, pelo governo federal, de R$ 20 bilhões para a compra de vacinas. “Os esforços direcionados no sentido da vacinação são mais eficientes do que uma conversa sobre extensão do auxílio emergencial”, ressaltou.

No Relatório de Inflação, o BC prevê que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no País), terminará este ano com queda de 4,4% e em 2021, haverá crescimento de 3,8%.

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