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<< EDITORIAL Onda de irresponsabilidade

Publicada em 03/12/2020 às 20:02
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Nesta altura dos acontecimentos, ninguém pode duvidar de que o Brasil deverá enfrentar grandes desafios ao longo do próximo ano para fazer frente às dificuldades financeiras. Da mesma forma, também não será fácil para cada município sair da incômoda situação em que se encontra por causa dos cofres esvaziados. Além de tudo, todos vão ser obrigados a continuar convivendo com o incômodo do Coronavírus que não para de fazer novas vítimas por todo o Brasil. Até que uma vacina seja aprovada pelos órgãos de saúde e seja iniciada a imunização de grande parte da população, os brasileiros vão ser obrigados a enfrentar um mal que, por enquanto, ninguém sabe até quando vai continuar se manifestando, trazendo preocupação e prejuízos para toda a humanidade.

Sabe-se que o aumento de infectados e mortos por enquanto não pode ser atribuído a uma nova onda da doença, mas, sim, a uma onda de irresponsabilidade que vai grassando pelo mundo todo, principalmente em países europeus, onde há uma grande circulação de turistas de alto poder aquisitivo. No Brasil, acontece a mesma coisa, notadamente no Estado de São Paulo, com as praias, shoppings, pancadões, restaurantes, aglomerações e desrespeito flagrante às normas sanitárias fazendo a festa por todos os lados. E quando tudo isso acaba sendo ignorado, não há como evitar o avanço do vírus, com uma pessoa contaminada passando a doença para outras quatro ou cinco e tornando o dia a dia de todos cada vez mais perigoso. A crescente procura pelas unidades de saúde reflete em aumento no atendimento hospitalar. No mês passado, o número de internações na Santa Casa de Sorocaba teve um aumento substancial.
"Neste momento, diante dos impactos negativos da pandemia, ninguém deve querer criar familiaridade com o vírus,  procurando ter um amadurecimento crítico sobre este assunto"

Sem uso de máscara e sem o distanciamento recomendado entre as pessoas, o que se pode esperar é a explosão do número de casos. O Brasil nem superou a primeira onda da doença e já está escancarando tudo, favorecendo a expansão do vírus. A crescente procura pelas unidades de saúde de todo o País mostra como as coisas vão de mal a pior. Todas as classes sociais devem procurar ter um amadurecimento crítico sobre esse assunto. Infelizmente, neste momento, diante dos impactos negativos da pandemia, não se pode ter uma vida normal. É isso que todos deve levar em conta. Para cuidar de si e dos outros como se deve, ninguém deve querer criar familiaridade com o vírus. Quaisquer que sejam as circunstâncias, muito melhor é manter a devida distância.

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