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Sorocaba 

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<< EDITORIAL Época de jorrar dinheiro

Publicada em 26/11/2020 às 22:38
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Em toda e qualquer eleição, como esta que a cidade vive atualmente e que será encerrada no próximo domingo, dia 29, sempre acaba existindo uma enorme distância a separar as metas econômico-sociais propostas pelos candidatos e a dura realidade sorocabana. A impressão que os políticos passam é que Sorocaba vive num mar de rosas, com o dinheiro sobrando por todos os lados. Ao longo da campanha eleitoral, tanto os vereadores como os postulantes ao Palácio dos Tropeiros deram a entender que gostariam de entrar para a história através de obras de pura ficção. Prometeram mundos e fundos, mas não esclareceram de onde tirariam tanto dinheiro para bancar as obras anunciadas. 

Há que se reconhecer que os candidatos, de um modo geral, não quiseram perder a oportunidade de encher o eleitor de sonhos e fantasias. Do jeito que as obras são anunciadas, eles dão a entender que os cofres municipais dispõem de varinhas mágicas e milagrosas. É bom enfatizar que o orçamento municipal de Sorocaba, que ainda não foi aprovado pela Câmara para 2021, passa de R$ 3 bilhões e não sobram recursos necessários para todos os investimentos de que a cidade precisa.
"O mais preocupante é que muitos candidatos, além de fazer jogo de cena, realmente parecem acreditar que basta  pronunciar palavras mágicas para fazer o rio Sorocaba transbordar dinheiro por todos os lados" 

Na verdade, o mais preocupante é que os candidatos, além de fazer jogo de cena, realmente parecem acreditar que basta pronunciar palavras mágicas para fazer o rio Sorocaba virar mar e transbordar dinheiro sem parar. Só assim para fazer frente a todas as promessas que vieram à tona nesta temporada. Ninguém leva em conta que a Prefeitura não pode gastar mais do que arrecada. Da mesma forma, não pode gastar sem que haja receita correspondente. Só por esses motivos, não são poucos os prefeitos que hoje em dia estão enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal e respondendo a muitos processos, tendo em vista que a gastança abusiva é que fluiu para um funil sem fim. Tudo isso só contribui para distorcer as coisas, iludir os eleitores e comprometer o sistema democrático. O que se faz urgente é repensar muitos conceitos de atuação política. Vivemos num momento em que as discussões, as polêmicas, as bravatas e os elogios cansativos a si próprios querem se sobressair a todo custo ao trabalho, ao planejamento adequado e à responsabilidade financeira. Antes de mais nada, se querem alimentar esta ou aquela promessa malfeita não podem perder o foco sobre quem realmente sempre leva a pior - a maioria da população. Ninguém, muito menos o eleitor, deve se conformar com as deturpações que são feitas sem qualquer cerimônia. No próximo domingo, na hora de votar, ninguém deve esquecer de tudo isso.

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