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<< EDITORIAL Sem que as normas sejam afrouxadas

Publicada em 17/11/2020 às 21:55
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Nesta época em que tudo continua sendo incerto e não sabido em razão das dificuldades que a Covid-19 vai impondo a todo mundo, o distanciamento social, apesar dos abusos que ainda são cometidos, continua sendo visto e entendido pela população em geral como sendo a medida mais acertada a ser colocada em prática. Ninguém deve abrir mão disso e permitir que as coisas piorem ainda mais, fazendo novas vítimas a todo instante. Por isso mesmo, no retorno às aulas físicas ocorrido desde o início do mês em algumas escolas estaduais e particulares, enquanto as municipais devem seguir com o sistema remoto até o ano que vem, os alunos, pais e professores não podem descuidar dos cuidados que devem ser tomados para evitar o contágio com o vírus e que pode continuar atrapalhando a vida de todos, notadamente a aprendizagem que já está muito defasada.

Depois de quase um ano inteiro de isolamento nas escolas, o desafio é justamente recuperar todo o tempo perdido, mas, para tanto, é preciso que todas as precauções sejam tomadas para que os casos da doença não continuem a se desdobrar. Sempre é bom lembrar que em vários países, principalmente nos europeus, a chamada segunda onda de infecção do novo Coronavírus segue atormentando a todos, inclusive impondo contaminações nas escolas. 
"Enquanto a vacinapara combater o mal não for devidamente aprovada pela ciência, todo mundo precisa fazer a sua parte para que as coisas não se compliquem ainda mais" 

Por tudo isso, é de suma importância que as secretarias de Educação adotem medidas adequadas que possam manter as coisas sob controle. As escolas precisam ter conhecimento, por exemplo, do momento em que um aluno tem algum parente infectado. Em muitos casos, sabe-se que as infecções surgem em razão de jovens que se aglomeram e levam o vírus para suas famílias. É importante destacar que no Estado de São Paulo as internações por causa da doença já aumentaram nos últimos dias. O grande problema é que, como as normas de saúde vão sendo afrouxadas de forma imprudente e irresponsável nas ruas, nas baladas e em outros espaços, existe o risco de esse comportamento ser levado para dentro das escolas. Por isso, é preciso continuar cobrando como se deve, o tempo todo, o uso de máscaras e a higienização do material escolar. O que não pode é exatamente isso, ou seja, o afrouxamento das normas sanitárias nas escolas, nas ruas, nos locais de trabalho e dentro de casa. Enquanto a vacina para combater o mal não for devidamente aprovada pela ciência, todo mundo precisa fazer a sua parte para que as coisas não se compliquem ainda mais no Brasil e no mundo.

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