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<< EDITORIAL Eleições & República

Publicada em 12/11/2020 às 21:40
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No próximo domingo, dia 15, quando estarão sendo realizadas as eleições municipais em todo o Brasil - e quando também se comemora a passagem de mais um aniversário da República brasileira - será um momento especial para que os brasileiros possam refletir sobre os rumos do País. Antes de mais nada é preciso perguntar: até que ponto vivemos sob um regime que pode ser chamado, efetivamente, de republicano? Sabe-se que a essência deste modelo está na questão da representatividade, mas, sem que haja uma eficiência nessa representação política, com claros limites constitucionais ao poder do Estado, não é adequado chamar o regime de República.

O fato é que, sob esses princípios, pode-se afirmar que o Brasil, em razão de uma série de contradições, sempre aparece de forma distorcida na foto. Via de regra, ao longo dos anos, sempre houve uma extrema confusão e concentração de poder no governo central, dominado por grupos que transformaram a coisa pública em coisa muito particular. Não há como negar que o Estado sempre acabou se tornando privatizado e a gatunagem cada vez mais sistemática ao longo dos anos.

Tanto agora, como há 131 anos, quando a República foi proclamada pelo marechal Deodoro da Fonseca, a miséria, o analfabetismo, o baixo nível educacional e os aconchegos políticos espúrios continuam sendo uma triste realidade brasileira. Ainda nos últimos dias, por exemplo, o ex-senador Valdir Raupp, também ex-governador de Rondônia, foi condenado a 7 anos de prisão por improbidades administrativas. Na verdade, são muitos os parasitas que ao longo de muitos anos foram sustentados pelos privilégios estatais, com a conta sempre sobrando para todos os brasileiros. Se as instituições republicanas já eram frágeis, neste século elas se tornaram muito mais enfraquecidas.
"Levando-se em conta que tudo começa em cada município, onde todos vivem, trabalham e formam famílias, é de suma importância que os eleitores procurem sempre eleger os melhores candidatos"

Não há como negar que já passou da hora de romper com os velhos grilhões do patrimonialismo que muitos fazem questão de fortalecer, exatamente como ocorreu com mais intensidade nos últimos 20 anos. Não fosse a Operação Lava-Jato, que aos poucos vai sendo desativada sem mais nem menos pela politicalha criminosa, certamente o Brasil estaria muito pior. Levando-se em conta que tudo começa no município, onde todos vivem, trabalham e formam famílias, é de suma importância que os eleitores, tanto quanto possível, procurem sempre eleger os melhores candidatos. É a partir de cada cidade que o Brasil pode se fortalecer, como deve, em benefício de todos os brasileiros.

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