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<< REGIÃO Ex-auditor teria fraudado em mais de R$ 400 milhões a Receita Federal

Publicada em 11/11/2020 às 17:09
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(Foto: divulgação)

Fraudes na Receita Federal em Sorocaba e região, além da Capital paulista, alcançaram mais de R$ 400 milhões e a Polícia Federal, junto com agentes da Receita, deflagraram uma operação na manhã desta quarta (11) para apreender provas e prender os acusados -- em tese, os crimes foram praticados por um ex-auditor da Receita Federal, atualmente aposentado, e eventuais associados.

Os alvos da PF foram residências e endereços comerciais do suspeito, que teria construído um sistema de lavagem de dinheiro com o uso de 52 empresas, todas com atuação no ramo imobiliário. Dessas, 31 empresas eram fachadas e de fachada, alocadas em uma simples sala comercial no Centro de Sorocaba.

De um salário de pouco mais de R$ 10 mil em 2012, o ex-auditor saltou para um patrimônio de mais de R$ 400 milhões no começo de 2020.

A ‘OPERAÇÃO COLETOR’ - A chamada ‘Operação Coletor’ teve 13 mandados de busca e apreensão cumpridos pelos agentes da Polícia e Receita Federal, além do bloqueio (sequestro) de contas-bancárias, veículos e 134 imóveis - os valores somados chegam a R$ 421.175.847,23. Os policiais da Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba estavam desde 2018 na apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa, dentre outros, ligados à atuação do denunciado. Os mandados de busca e apreensão, expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal, com sede em São Paulo, foram cumpridos na própria Capital, Sorocaba, Araçoiaba da Serra, Ibiúna e Guarujá - só em Sorocaba, foram sete mandados. A Polícia Federal espera, agora, obter mais provas de crime de lavagem de dinheiro, tendo por base eventuais crimes antecedentes de corrupção passiva, sonegação fiscal e/ou outros crimes contra a administração pública. Documentos, computadores, notebooks e telefones celulares foram apreendidos. De acordo com a Secretaria da Receita Federal, a criação das empresas de fachada servia para fragmentar entre elas o patrimônio imobiliário do investigado. As autoridades também identificaram empresas que distribuíram lucros em valores maiores do que os movimentados em suas contas bancárias. A família do servidor público federal aposentado também é investigada.

 

 

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