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Sorocaba 

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<< EDITORIAL Contagem regressiva

Publicada em 10/11/2020 às 22:35
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Entre se deparar com a chegada de quase 170 mil mortos pela Covid-19 e o final da campanha eleitoral do primeiro turno das eleições no rádio e TV, os sorocabanos estão vendo sua atenção disputada minuto a minuto por um grande número de informações, campanhas publicitárias, redes sociais, orientações das autoridades de saúde e a rápida fala dos candidatos. Não bastasse isso, candidatos de outras regiões do Estado também acabaram sendo mostrados em Sorocaba, confundindo ainda mais as coisas. Todo mundo percebeu que o período de campanha foi curto neste ano e, além disso, o tempo destinado a cada um dos concorrentes às vagas no Legislativo e Executivo dependeram de muitos arranjos que fizeram com outras legendas.

Como não poderia deixar de ser, algumas falas chegaram a ser bizarras na tentativa de chamar a atenção do eleitor, que, na verdade, continua mostrando não estar muito disposto a ouvir as promessas vazias e compromissos nem sempre possíveis de serem realizados na prática. E é isso que a população espera o quanto antes, justamente por já estar cansada de aguardar por tudo aquilo que nunca se transforma em realidade. Na cidade, onde quase 600 candidatos disputam a preferência do eleitor para ocupar as 20 cadeiras da Câmara Municipal, vale tudo na disputa da atenção e dos olhares de quase 500 mil pessoas que formam o colégio eleitoral de Sorocaba. Entre os carros de som que circulam pelas ruas e avenidas, o desafio maior é dos novatos que se candidatam pela primeira vez, já que não estão familiarizados com o eleitorado, a não ser aqueles que antes mesmo de terem registrado as candidaturas já tinham algum contato direto com os eleitores no local de trabalho ou no bairro onde residem.
"É oportuno esperar que, pelo menos em tese, uma boa campanha seja desenvolvida no campo das ideias, com temas de  grande relevância  para os municípios em geral" 

Nesta altura dos acontecimentos, com a contagem regressiva para o dia 15 já estar sendo encerrada, nunca é demais lembrar que na esteira das reformas que têm sido propostas para o País nos últimos anos, entre elas a previdenciária, a trabalhista e a tributária, seria extremamente oportuno repensar a forma de se desenvolver uma campanha eleitoral. Sabe-se que várias práticas já foram proibidas pela legislação eleitoral aos longo dos anos, como pendurar bandeiras e colocar cartazes em locais públicos, poluindo toda a cidade. Naturalmente, é correto, pelo menos em tese, esperar que uma boa campanha seja desenvolvida no campo das ideias, com temas de grande relevância para os municípios e com muito tempo de antecedência. Enfim, são questões que merecem uma atenção maior e cujas respostas não virão de legislação específica ou imposição de quem quer que seja. Antes de mais nada, trata-se de educação política nas escolas e inserção de conhecimento sobre os direitos de cada cidadão.

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