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<< SAÚDE ‘Suspensão de vacina foi técnica’, diz Anvisa Morte de voluntário estaria relacionada a suicídio

Publicada em 10/11/2020 às 22:02
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(Foto: Agência Brasil)
A decisão de suspender as pesquisas da CoronaVac foi técnica. A afirmação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres. A vacina é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, com o Instituto Butantan. 

De acordo com Barra Torres, os documentos que relatam a morte, enviados pelo Instituto Butantan, estavam incompletos e insuficientes. Ele ressaltou, ainda, que a decisão foi tomada por um órgão técnico da Anvisa sem passar pelo colegiado dos diretores. 

“A área técnica só tem uma decisão a tomar, de suspender a pesquisa. Nos desenvolvimentos têm eventos adversos, como dor ou vermelhidão. E tem graves, que vão desde internação com risco, sequela e até mesmo ao óbito”, disse.  

A morte que causou a suspensão das pesquisas da CoronaVac foi o suicídio de um homem de 33 anos, voluntário na pesquisa, ocorrido em 29 de outubro. Barra Torres prestou solidariedade à família do voluntário. 

Questionado pela imprensa se a Anvisa sabia dessa informação, Barra Torres respondeu que não havia essa informação entre os dados repassados à agência. A comunicação do Butantan informava apenas que era um evento adverso não esperado. 

DESCONTENTES – A decisão causou irritação em autoridades de saúde do Estado de São Paulo, que classificaram a decisão do governo federal de desleal. O descontentamento existe porque os responsáveis não enxergam o suicídio como um adverso. 

No começo do estudo, uma pessoa morreu em Porto Alegre. Uma investigação foi aberta e se constatou que o voluntário havia tomado placebo, substância que não tem o princípio ativo. 

BOLSONARO – Ontem pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro listou ações de seu governo no combate à Covid-19. Ao responder se poderia comprar e produzir a vacina, ele citou três dos efeitos listados hipoteticamente pela Anvisa. 

“Morte, invalidez, anomalia... Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos a tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, postou nas redes sociais. 
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