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<< INTERNACIONAL Contagem em meio ao quebra-quebra Manifestantes saem às ruas com pedidos de prosseguimento e interrupção da apuração dos votos

Publicada em 05/11/2020 às 21:10
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(Foto: Agência Brasil)
Enquanto a apuração dos votos para os candidatos Donald Trump e Joe Biden desenrolava-se nesta quinta-feira (5), em várias cidades americanas, milhares de pessoas foram às ruas com pautas que incluíam a interrupção da contagem de votos. 

Em Portland, no Oregon, ao menos 11 pessoas foram presas e a polícia apreendeu fogos de artifício, martelos e um fuzil. A cidade tem sido palco de protestos diários há mais de cinco meses, desde o assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial em maio. 

Contudo, desta vez, no lugar de atos contra racismo e violência policial, os manifestantes marcharam contra a interferência de Trump na apuração eleitoral. Nas faixas e gritos, a frase mais vista e ouvida foi “Count every vote” (conte todos os votos). 

Outro ponto que motivou protestos foi a autodeclaração de Trump como vencedor, seguida por ataques à lisura dos votos enviados pelos Correios e ao processo de contagem. Centenas de pessoas foram às ruas com dizeres “A votação acabou, mas a luta continua”. 

Nas redes sociais, a governadora do Oregon, a democrata Kate Brown, disse que a população do Estado tem direito à livre expressão enquanto aguarda o resultado. “Mas violência política, intimidação e destruição de propriedade não serão toleradas”, escreveu. 

Do outro lado do país, em Nova York, a polícia prendeu cerca de 60 pessoas durante protestos que começaram de forma pacífica no distrito de Manhattan, porém escalaram para conflitos com os agentes, quando os manifestantes tentaram bloquear o trânsito. 

Integrantes do ato atearam fogo em lixeiras e jogaram ovos e lixo contra os policiais, equipados com capacetes, escudos e uma espécie de armadura. A repressão dos agentes, entretanto, parece ter sido mais branda do que os episódios de violência passados. 

Sobre a destruição, o Departamento de Polícia de Nova York destacou apreciar e valorizar a importância da liberdade de expressão e assegurou que a maior prioridade é e sempre será a segurança. “Algumas pessoas tentaram corromper um protesto pacífico”, explicou. 

Em Minneapolis, onde Floyd foi morto em maio, centenas de pessoas também promoveram protestos. A bandeira principal era a garantia da apuração eleitoral sem interferências partidárias, mas mais de 30 grupos juntaram-se com pautas variadas. 

A multidão marchou para uma rodovia interestadual, e a polícia teve de impedir o tráfego para isolar a região. Depois, os agentes cercaram os manifestantes e começaram a detê-los, sob as acusações de invasão de propriedade e ajuntamento ilegal. 
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