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<< EDITORIAL Excesso de gastos

Publicada em 04/11/2020 às 22:14
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Nunca é demais dizer que, com a chegada das eleições e do final de mais um mandato de prefeitos e vereadores de todo o Pais, milhares de municípios correm o risco de não atingir a meta de arrecadação em 2020 e de serem levados a infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que vigora desde o início deste século. É isso que mostram estudos de quase todos os tribunais de contas dos Estados. E tudo acaba ocorrendo em razão de muitos problemas administrativos, principalmente em decorrência de gastos excessivos - e muitas vezes desnecessários - que as prefeituras fazem e não correspondem às previsões orçamentárias que foram aprovadas no ano anterior. Além de tudo, ao longo deste ano, as contas que os gestores municipais precisaram pagar foram muito mais em decorrência da força com que a pandemia do novo Coronavírus atingiu pequenas e grandes cidades. Ainda agora, antes mesmo do término de seus mandatos, muitos prefeitos não conseguiram prestar contas das atividades que desenvolveram em anos anteriores.

Apesar de tudo isso ser do conhecimento dos governantes, o fato é que, por omissão ou negligência, eles acabam extrapolando os gastos, mesmo sabendo que não terão dinheiro em caixa para vencer os problemas financeiros. Apesar das exigências da LRF, são muitos os que se perdem pelos caminhos e não sabem exatamente o que fazer para evitar as falhas que acabam sendo praticadas. Desde já, portanto, os atuais candidatos a prefeito devem saber que todas as regras administrativas precisam ser seguidas para que não sejam obrigados a responder na Justiça a eventuais improbidades cometidas durante o mandato, tudo em razão dos orçamentos municipais devassados e que não foram devidamente cumpridos.
"O dever de cada eleitor é analisar bem as propostas de todos os candidatos, isso para não cair em promessas furadas que nunca serão cumpridas"

Via de regra, os candidatos prometem demais, ignorando que as previsões orçamentárias precisam ser cumpridas como se deve. Muitos não têm noção de nada e depois não sabem exatamente de onde tirar tanto dinheiro. Daí o dever de o eleitor analisar bem as propostas de todos eles, isto para não cair em promessas furadas que nunca serão cumpridas. Sabe-se que nada disso é algo desconhecido da população, mas o fato é que as coisas, ano após ano, continuam na mesma, simbolizando a herança de um flagelo que vai contaminando governantes e políticos de todo o País. Em torno dessas observações, é preciso enfatizar que tudo foi sendo construído na medida em que sucessivas administrações não tiveram capacidade de praticar o desenvolvimento de políticas públicas essenciais em uma Nação que nunca deixou de viver às voltas com a corrupção, a honestidade, o bom senso e os gastos sem fim. É preciso reverter o quanto antes os males que não param de prejudicar a população em geral.

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