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<< EDITORIAL É preciso mais que os auxílios emergenciais

Publicada em 22/10/2020 às 21:53
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Hoje em dia, considerando-se todos os transtornos provocados pela crise econômica decorrente do avanço do novo Coronavírus, a questão que se destaca é a sobrevivência do caixa das empresas, notadamente as pequenas, já que elas proporcionam uma grande quantidade de empregos. Só com o caixa atendendo às expectativas de todos, é que os empresários podem manter salários e contas em dia, continuando com as portas abertas. Ignorando-se, no entanto, até quando a pandemia vai se prolongar, não é fácil prever o que poderá ocorrer com a maioria das pequenas e grandes empresas. Sabe-se, por exemplo, através de pesquisas divulgadas, que quase 80% dos pequenos empresários estão com o faturamento em baixa neste ano em comparação com 2019. 

Como decorrência de tudo isso, é de fundamental importância a disponibilidade de crédito para que os pequenos empresários possam continuar com as portas abertas, enquanto as vendas seguem em ritmo de letargia. Sem isso, torna-se praticamente impossível sustentar essas empresas que hoje estão com suas operações sem conseguir cobrir os gastos diários, como impostos, salários, aluguel e compra de matéria prima. Sabe-se que o governo vem procurando atender aos que estão numa situação pior, mas é preciso muito mais para que as coisas não se tornem inviáveis com o passar dos dias. O que falta são iniciativas do governo sem a adoção de medidas populistas que não levam a lugar nenhum. Além disso, o governo precisa continuar cuidando do cotidiano, que é essencial para gerar tranquilidade e garantir uma retomada gradual das atividades econômicas. 
"Só injetar dinheiro, através de auxílios emergenciais, não é o suficiente para que o Brasil possa retomar o desenvolvimento como se deve"

Ninguém ignora que as reformulações do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida são necessárias, mas é fundamental que tenham sustentação financeira para que não sejam gerados rombos maiores. Tudo se complica ainda mais em razão de os Estados e municípios estarem no vermelho, com dívidas que aumentam sem parar, além do próprio Palácio do Planalto ter feito intensa movimentação financeira nos últimos meses, impulsionando ainda mais a dívida pública do País. Apesar de todas as intrigas palacianas, o governo vem procurando seguir o caminho do bom senso, esperando-se que não se desvie dos objetivos que devem ser alcançados. Daqui para frente, com a volta de quase todas as atividades produtivas, nelas incluídas o desempenho dos pequenos e médios empreendedores, é de suma importância o aquecimento do mercado interno. Alguns sinais positivos reapareceram recentemente, com o crescimento da atividade industrial. O fato, porém, é que ainda são sinais pontuais que não representam uma retomada consistente, como aquilo que acontece, por exemplo, com o setor agropecuário. O importante é todo mundo saber, principalmente os governantes, que apenas injetar dinheiro, com auxílios emergenciais e benefícios sociais, não é suficiente para que o Brasil possa retomar o desenvolvimento como todos esperam.

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