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<< EDUCAÇÃO MEC discute novas formas de avaliar Ensino Superior Indicadores foram divulgados pelo Inep

Publicada em 20/10/2020 às 21:36
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(Foto: Agência Brasil)
O Ministério da Educação (MEC) discute novas formas de avaliar o Ensino  Superior, e pretende reformular as regras para melhorar a qualidade dos cursos de graduação no País, informou nesta terça-feira (20) o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, ao anunciar os resultados de indicadores que medem a qualidade do Ensino Superior. Segundo Lopes, uma revisão do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior está sendo debatida internamente e junto a fóruns como o Conselho Nacional de Educação. 

“A lei do Sinaes é de 2004. Acho que é o momento de a gente reavaliar nosso processo avaliativo, nosso processo regulatório. Isso vai ser feito junto com as instituições de Ensino Superior públicas e privadas”, disse. A reformulação do marco normativo está sendo discutida internamente, de acordo com o presidente do Inep, e posteriormente será debatida com os demais representantes do setor. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, ressaltou que o papel da pasta é melhorar a qualidade do Ensino Superior. “Está na hora de pararmos um pouco e pensarmos na qualidade”, frisou. 

CONCEITO ENADE - Os resultados do conceito Enade, calculado a partir do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), feito por estudantes que estão concluindo os cursos superiores, e do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), mostram que os cursos das universidades federais tiveram melhor desempenho que os das instituições privadas, que é onde está matriculada a maior parte dos estudantes avaliados. “Tomamos algumas decisões que, de maneira muito direta, podem parecer não tão simpáticas à Educação, como a suspensão de vestibular.”

AVALIAÇÕES - O Inep coleta, por meio de questionários, informações sobre o perfil desses estudantes, o que, de acordo com a autarquia, precisa ser levado em consideração quando se olha para os resultados dos exames. A maior parte dos alunos de Educação a Distância, 55%, por exemplo, trabalha 40 horas por semana, e apenas 12% não trabalham. Na educação presencial, as porcentagens invertem-se, 52% não trabalham. Os resultados dos indicadores mostram que estudantes de cursos presenciais têm melhores resultados que aqueles de Ensino a Distância.
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