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<< EDITORIAL Correção de procedimentos

Publicada em 08/10/2020 às 20:25
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Muitos podem até não ter um conhecimento mais profundo, mas o fato é que tudo tem início na infância, dentro de casa, no aconchego da família, mesmo quando a criança começa a manifestar o desejo de obter ou recusar alguma coisa, enquanto os pais, pacientemente, toleram a impertinência e vão se sujeitando a tudo aquilo que, de forma gradativa, acaba criando no subconsciente do filho ou da filha uma atitude desrespeitosa em relação a tudo. Daí a importância da repreensão prematura e necessária. Falamos em repreensão no bom sentido, ou seja, visando corrigir procedimentos inaceitáveis, fazendo com que as crianças respeitem o próximo, os professores, as tradições, as leis, a pátria e os seus símbolos. Sem isso, as coisas não funcionam como se deve. Essa é a função da educação que deve prevalecer dentro de casa, na escola, na sociedade. 

Infelizmente, ao longo dos anos, tudo foi mudando de forma radical na educação ética, familiar e social, que era essencialmente dada dentro do lar, no seio da família. Dessa forma, os parâmetros e outros referenciais foram se perdendo, ficando para trás e tornando a sociedade refém dos acontecimentos, das opiniões e dos modismos. Basta verificar como os professores, hoje em dia, sofrem nas mãos de alunos e de pais que não contribuem em nada para que as coisas possam melhorar e evoluir, principalmente no que diz respeito aos valores essenciais que cada ser humano deve ter dentro de si.
"Tudo isso é um enorme desafio que só pode ser enfrentado e vencido com a participação das famílias e dos professores"

Nesta época, quando se comemora a passagem do Dia da Criança, é importante todo mundo atentar para essas observações e procurar reavaliar os conceitos sobre o que significa uma plena educação. Sabe-se que a violência está presente na vida das pessoas. Ela ocorre nas ruas, mas também no interior das casas, onde as agressões mútuas, os xingamentos e o desrespeito acabam sendo a tônica das relações familiares. Em tais circunstâncias, não é nenhuma surpresa que tal comportamento se reproduza nas salas de aula, dirigido à figura do professor. Sempre é oportuno e necessário um reexame das prioridades. Não se trata de buscar um modelo conservador baseado na autoridade de mães e pais - ou de escolas rigorosas que imponham disciplina a qualquer preço. Na verdade, as escolas devem se constituir em espaços interessantes e motivadores, levando as crianças a pensar e a se desenvolver, gostando de tudo aquilo que lá fazem e aprendem. Tudo isso é um enorme desafio que só pode ser enfrentado e vencido com a participação das famílias e dos professores.

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