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<< ECONOMIA Inflação eleva cesta básica dos sorocabanos em 27,8% em 1 ano Alta nos preços de alimentos impacta custo de vida. Em setembro de 2019, seu custo era de R$ 612,09. De agosto para setembro, subiu 4,45%, passando de R$ 748,89 para R$ 782,25

Publicada em 06/10/2020 às 21:41
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(Foto: Agência Brasil)

O preço da cesta básica sorocabana em setembro, quando comparado com o mesmo mês do ano passado (setembro/2019), teve um aumento de 27,8%, ou seja, R$ 170,16 pagos a mais pelo consumidor local, como informaram nesta terça-feira (6) ao DIÁRIO os coordenadores do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), professores Lincoln Diogo Lima e Renato Vaz Garcia. Eles são responsáveis diretos pela elaboração da pesquisa que o Laboratório vem realizando há anos, mês a mês, para a apuração do valor da cesta básica no Município.

Quando comparado com o mês anterior (agosto/2020), o preço da cesta apresentou ainda, em setembro, um aumento de 4,45%, passando de R$ 748,89, para R$ 782,25, ou seja, R$ 33,36 pagos a mais pelo consumidor sorocabano. Uma das ponderações dos pesquisadores da Uniso é de que o valor da cesta básica em agosto e setembro retomou a forte tendência de alta que vinha apresentado desde março, quando do início da pandemia do novo coronavírus, mas que havia sido interrompida nos meses de junho e julho.

Os produtos que mais contribuíram para esse aumento registrado no mês passado foram o óleo de soja, o arroz, os ovos, o sabão em barra e a carne de 1ª.

ALTAS SIGNIFICATIVAS - Dos 34 itens pesquisados na cesta básica sorocabana, 22 deles apresentaram alta em setembro. Entre os itens que apontaram maior aumento, o óleo de soja (35%) passou de R$ 4,71/900ml para R$ 6,37. Com esse valor, o óleo é o segundo item da cesta básica que acumula maior alta de preço no ano (72,5%), avaliam os pesquisadores, atribuindo-a ao encarecimento do seu principal insumo, a própria soja, em vista da expectativa de que a produção norte-americana será abaixo do esperado e da alta taxa de câmbio alta aqui no Brasil. Outro fator relevante apontado é a alta demanda de soja para a produção de biodiesel, dificultando a aquisição do derivado para o setor alimentício.

Outro item que apresentou significativo aumento de preço em setembro foi o arroz (21,5%), passando de R$ 19,25/5Kg para R$ 23,39. Já foram oito altas consecutivas no ano, acumulando alta de 54,8%. A principal explicação é a baixa oferta do cereal devido à redução da área de plantio que, por sua vez, ocorreu porque os produtores tiveram baixa rentabilidade no ano

passado. Além disso, há a restrição de oferta por alguns países exportadores, com vistas a assegurar o abastecimento interno, e a alta do dólar frente ao real, que também está entre os motivos para que o alimento chegue mais caro até os supermercados.

Os ovos também apresentaram alta (8,5%), passando de R$ 7,94/1dz em agosto para R$ 8,62 em setembro. A retomada da demanda, aliada a uma oferta mais restrita, vem pressionando o seu preço para cima. Por outro lado, o item que apresentou a maior queda de preço foi o alho (-30,6%), passando de R$ 7,02/200gr para R$ 4,87. Aumento da colheita e a importação de alho chinês com valores bem competitivos estão entre as justificativas da baixa, que em setembro também atingiu a batata (-21,4%) pelo quarto mês consecutivo, passando de R$ 4,02/Kg para R$ 3,16, devido à intensificação das colheitas, o. Em seguida vem a cebola (-7,4%) passando de R$ 5,03/Kg em agosto para R$ 4,65/Kg em setembro, o mesmo ocorrendo com a colheita da cebola que elevou a oferta e, consequentemente, contribuiu para a redução de seu preço.

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