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<< EDITORIAL Complacência prejudicial

Publicada em 30/09/2020 às 22:00
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Por mais que alguém ainda tenha alguma dúvida a respeito, o fato é que o Brasil terá de continuar trabalhando muito para sair do bloco dos países que vivem correndo, sem qualquer perspectiva um pouco mais favorável, atrás de uma recuperação global que possa corresponder às expectativas da população brasileira, que durante a vida toda nunca deixou de lutar por algo melhor. Principalmente agora, em razão dos danos provocados pela pandemia da Covid-19, com os trabalhadores perdendo vagas no mercado de trabalho ou tendo seus salários reduzidos, não será fácil para ninguém contornar os problemas que vão se reproduzir de maneira mais contundente nos próximos dois ou três anos. 

É preciso lembrar que, não fosse o auxílio emergencial liberado pelo governo federal a tanta gente que se encontra desempregada, certamente a situação do País estaria muita mais delicada para a grande maioria dos brasileiros. E o problema é que essa ajuda não tem condições de se prolongar por mais tempo, como seria o ideal diante das dificuldades que todos enfrentam. Quando acabar o dinheiro, que está se constituindo numa ajuda das mais significativas para milhões de pessoas, não será da noite para o dia que surgirão novas oportunidades para que elas possam levar o pão de cada dia para casa. Não se pode ignorar as estimativas feitas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), formada por 35 países desenvolvidos, de que o Brasil poderá seguir no bloco dos perdedores caso não tenha competência para descobrir os caminhos do progresso e do desenvolvimento.
"Diante da irresponsabilidade administrativa que sempre esteve à frente de tudo é que o Brasil encontra dificuldades intransponíveis para seguir em frente como se deve em busca do melhor"

Tendo em vista a triste situação econômica pela qual a Nação passa, todos precisam refletir sobre o verdadeiro papel e a grande responsabilidade que o Estado deve ter no avanço da economia. Antes de mais nada é preciso levar a sério a contenção dos gastos desnecessários que o governo sempre teve e continua tendo com relação ao desperdício de dinheiro, à folha de pagamento incontrolável da União e à devastadora corrupção que nos últimos 20 anos nunca deixou de levar o Brasil à ruína. Ainda nos últimos dias, numa única canetada, quase 300 procuradores da República deveriam ser promovidos sem mais nem menos, mas, felizmente, na última hora, o mal acabou não se consumando em prejuízo dos brasileiros em geral. É de se lamentar que só para o pessoal do salário mínimo nada de melhor aconteça. O fato é que nada disso pode continuar sendo visto com complacência por quem quer que seja, principalmente levando-se em conta o enorme potencial que o País tem para se desenvolver. Diante da irresponsabilidade administrativa que sempre esteve à frente de tudo é que o Brasil encontra dificuldades intransponíveis para seguir em frente como se deve em busca do melhor. Todo mundo precisa atentar para isso.

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