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<< CULTURA Centenário de Clarice Lispector é homenageado em selo postal

Publicada em 24/09/2020 às 21:58
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(Foto: Reprodução/Correios)
Os Correios lançam virtualmente, nesta quinta-feira (24), selo postal em homenagem ao centenário de nascimento da escritora Clarice Lispector, nos canais oficiais dos Correios nas redes sociais. O selo também será lançado em Recife/PE, até o fim do mês, em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco. Também em comemoração à efeméride, será lançado o livro “Todas as Cartas”, pela Editora Rocco, com textos inéditos de Clarice, resultado de uma longa pesquisa da jornalista Larissa Vaz, sob orientação de biógrafos e da família, com notas de Teresa Montero, biógrafa especialista na escritora. “Particularmente para minha mãe, Clarice Lispector, que morou quase 20 anos no Exterior, a correspondência com amigos, família e editores foi fundamental na sua formação profissional e sua afetividade. Assim, a criação de um selo no ano do seu centenário é uma homenagem justa e muito representativa”, afirma Paulo Valente, filho da escritora.
 
A arte do selo é da neta de Lispector, Mariana Valente, que construiu toda a ilustração com retalhos de cartas, páginas de livro antigos e envelopes que encontrou da própria Clarice como forma de homenageá-la e também sua paixão por correspondências. “Somos de diferentes épocas, mas compartilhamos desse íntimo prazer pelo analógico. Eu coleciono selos, postais e cartas antigas, que utilizo em minhas colagens há muitos anos, e ter tido a oportunidade de desenvolver algo que gosto tanto, com total liberdade, foi maravilhoso”, explica a artista. A emissão tem tiragem de 900 mil selos, com valor de R$ 2,05 a unidade, e estará disponível nas principais agências de todo o País e também na loja virtual dos Correios.
 
SEM FRONTEIRAS – Nascida na Ucrânia, Clarisse Lispector veio com a família – pai, mãe e duas irmãs – para o Brasil com pouco mais de um ano de idade. Viveu em Pernambuco até os 14, quando foi para o Rio de Janeiro, onde anos mais tarde se formou em Direito, pela Universidade do Brasil, e conheceu o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem se casou.
 
Sua estreia como escritora foi com “Perto do Coração Selvagem” (1943), porta de entrada para o mundo da Literatura. Segundo a biógrafa Teresa Montero, Clarice escreveu dezessete livros entre romances, contos, crônicas e histórias infantis, que já alcançaram cerca de quarenta países e lhe alçaram ao patamar de uma das maiores escritoras do século XX. A escritora assinou textos em veículos de imprensa, como a Agência Nacional e jornais ‘A Noite’, ‘Jornal do Brasil’, ‘Última Hora’ e ‘Correio do Povo’. Também escreveu em páginas femininas sob pseudônimo nos jornais ‘Comício’, ‘Correio da Manhã’ e ‘Diário da Noite’. Alcançou ainda grande popularidade como entrevistadora nas revistas Manchete e Fatos & Fotos.
 
Acompanhando o marido, Clarisse esteve na Itália, Suíça, Inglaterra e Estados Unidos, sempre se correspondendo com entes queridos. Finalmente, em julho de 1959, aos 39 anos de idade, ela se fixou no Leme, bairro tradicional do Rio de Janeiro - até seu falecimento em 9 de dezembro de 1977. Seu estilo inconfundível produziu obras que se tornaram clássicos, como ‘A Maçã no Escuro’, ‘Laços de Família’, ‘A Paixão Segundo G.H.’, ‘Água Viva’ e ‘A Hora da Estrela’.
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