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<< EDITORIAL Cidadão por excelência

Publicada em 17/09/2020 às 21:00
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Todo mundo sabe que um acontecimento de tão grande importância para o sistema democrático como as eleições municipais que serão realizadas no dia 15 de novembro e também no dia 29, caso haja necessidade de segundo turno, não pode depender exclusivamente de mesários convocados de maneira compulsória para atender a quase 500 mil eleitores habilitados a comparecer às urnas em Sorocaba e outros milhões por todo o Brasil. Por isso, é importante a campanha que a Justiça Eleitoral desenvolve com o objetivo de estimular as pessoas a se inscreverem como voluntárias, completando, assim, o número mínimo necessário de mesários que vão atuar nas eleições. Por mais que essa atividade implique em algum tipo de renúncia e possa interferir no cotidiano de cada pessoa, esse é um desafio que deve ser visto com menos ressalvas por parte dos brasileiros de maneira geral. 

Sabe-se que não são poucos os problemas enfrentados por quem tem a missão e a responsabilidade de garantir que as seções eleitorais funcionem de forma adequada no atendimento a todos os eleitores. Uma dificuldade apontada com frequência, por exemplo, tem sido a pouca disposição de alguns empregadores de conceder, depois da eleição, dois dias de folga aos empregados que tiverem atuado como mesários. Da mesma maneira, muitas pessoas também tentam se 'esconder' das convocações que são feitas, fato que muitas vezes acaba prejudicando o bom andamento dos trabalhos.  
"O que se espera é que as pessoas convocadas a trabalhar em qualquer pleito eleitoral tenham plena consciência sobre o papel que devem desenvolver em benefício da sociedade"

Apesar desses inconvenientes, as convocações acabam sendo mantidas na maioria dos casos. Há que se lembrar que a legislação só exclui ou impede a obrigatoriedade de trabalhar nas eleições os candidatos e seus familiares mais próximos, além de integrantes de diretórios de partidos políticos, autoridades e agentes policiais, bem como funcionários no desempenho de cargo de confiança do Executivo ou que pertençam ao próprio serviço eleitoral. O ideal para a consolidação dos direitos e obrigações que marcam a figura de um cidadão por excelência é que as pessoas se conscientizem sobre as responsabilidades que possam contribuir de maneira voluntária em prol da coletividade. Sabe-se que um mesário que falta no dia da eleição é multado e pode ser julgado por crime eleitoral.

Da mesma forma, o presidente de uma seção eleitoral tem poder para convocar qualquer outro eleitor da fila e colocá-lo para trabalhar. Quem se recusa a um trabalho dessa natureza expõe-se a um crime de desobediência, estando sujeito a penas de detenção e multa. Não há como negar que qualquer eleição deve ser vista como sendo um momento especial de realização da democracia direta, com os brasileiros votando e colhendo votos. Na verdade, dessa forma, säo os eleitores que fazem uma eleição.

Levando-se em conta tudo isso, não é demais lembrar que ser mesário em uma eleição deve ser encarado como uma verdadeira missão. O que se espera é que as pessoas convocadas a trabalhar em qualquer pleito tenham plena consciência sobre o papel que devem desenvolver em benefício da sociedade.

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Lucineia Alves Jacinto - 18/09/2020 - 12:09:39