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<< REGIÃO Banimento de isopor na cidade levanta polêmica com indústria Empresários defendem que uso também contribui para redução de contaminações em tempos de pandemia de Covvid-19

Publicada em 17/09/2020 às 20:47
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(Foto: Arquivo DS/GA)

Fazendo coro a alguns setores locais ligados à comercialização de alimentos que deles se utilizam largamente também, a indústria Plastivida - Instituto Socioambiental dos Plásticos, com sede em São Paulo, igualmente manifestou-se na tarde desta quinta-feira (17) contra o banimento da utilização dos populares recipientes de isopor em Sorocaba. Aprovada pelo Legislativo em março do ano passado, a proibição de restaurantes, bares, quiosques, ambulantes, hotéis e similares usarem EPS (Poliestireno Expandido), conhecido pela marca comercial Isopor, em suas embalagens e copos térmicos em Sorocaba nesta semana, com a regulamentação da lei por decreto da prefeita Jaqueline Coutinho publicado na sexta-feira, dia 11.

Segundo o diretor-presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, uma das principais características do EPS é a de contribuir para com a questão sanitária e reduzir a possibilidade de contaminações por uso de produtos reutilizáveis mal higienizados. Assim, entende ele, “é com extrema preocupação que nos deparamos com essa determinação, principalmente em plena pandemia de Covid-19, quando a sociedade não pode abrir mão dos benefícios sanitários promovidos pelo isopor”. Lembrando que ainda no início da pandemia, em abril, foi a indústria de isopor que liderou movimento para a doação de embalagens e marmitas de EPS para a rede de restaurantes Bom Prato e caixas térmicas para o Programa Vivaleite, de distribuição gratuita de leite pasteurizado à população, ambos patrocinados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, com o intuito de contribuir para a redução da pandemia, Bahiense também acentua que o EPS é um produto higiênico, leve, versátil, atóxico, inodoro, não contém gás CFC e não contamina o solo, a água ou o ar, com relatório desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Embalagem - Cetea/ITAL atestando, inclusive, sua eficiência e segurança para a aplicação em embalagens, desde a sua fabricação até o descarte.

Na defesa do isopor, sua indústria ainda destaca ser ele 100% reciclável e, quando destinado à coleta seletiva, reinserido à Economia Circular, deixando de ser um resíduo, promovendo emprego e renda. “Isso acontece também no Município, onde há um sistema de coleta seletiva e reciclagem de EPS já estabelecido pela Coreso (Cooperativa de Reciclagem de Sorocaba), recebendo cerca de 12 toneladas de EPS por ano (média de 1 tonelada/mês)”, acrescenta ainda nota oficial da Plastivida. “ O banimento não é benéfico a ninguém. Todos perdem... Não sensibiliza as pessoas, nem os estabelecimentos comerciais a separarem e a destinarem seus resíduos para a reciclagem. Não incentiva o Poder Público a ampliar a capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às empresas de reciclagem, fomentando este setor que gera empregos, renda e tributos. Pior que isso, faz com que o mercado coloque, no lugar do produto banido, opções muitas vezes mais danosas ao meio ambiente, nem sempre recicláveis e que também irão parar na natureza da mesma forma”.

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