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<< BRASIL Supermercados reconhecem: agosto foi marcado por inflação generalizada Arroz, leite e óleo lideram os maiores aumentos de 2020

Publicada em 16/09/2020 às 22:03
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(Foto: Arquivo DS/GA)

O Índice de Preços dos Supermercados, calculado pela Apas/Fipe, teve inflação de 0,90% em agosto e acumula 5,93% no ano; o valor para o mesmo período acumulado em 2019 foi de 3,03%.

A razão do aumento teve diversas causas, informa a Associação Paulista de Supermercados (Apas), reiterando que foi esse fato que, em virtude de sua missão de abastecer de forma segura e ininterrupta a sociedade, motivou a entidade a pedir aos empresários do setor para comprarem somente o necessário para repor o estoque. São esses motivos também, acrescenta a entidade patronal dos supermercadistas paulistas, que estão levando alguns de seus estabelecimentos associados a restringir a quantidade da venda de itens da cesta básica por consumidor.

Por ser um mês em que poucos produtos tiveram deflação, a primeira explicação que os supermercados oferecem, assim, é de que o aumento de preços é sistêmico. Uma série de fatores tornaram o arroz, por exemplo, o produto com um dos maiores aumentos no ano, segundo os supermercadistas. O primeiro deles vem da Índia, maior exportador, que teve dificuldades logísticas e de colheita diante de seus recordes diários de mortes e casos de Covid-19. O mesmo aconteceu em países como Vietnã e Tailândia. Por conta disso, o Brasil, décimo-primeiro exportador mundial de arroz, acabou sendo um atrativo para os estrangeiros, uma vez que o real está em baixa, o que torna o produto ainda mais atrativo aos países importadores. Soma-se a isso, o auxílio emergencial do governo federal, que incentivou o consumo de itens da cesta básica, como o arroz principalmente, instigando a demanda.

Desde 2008, o acumulado anual até agosto não alcançava índices como 25,7%.

LEITE, ÓLEO DE SOJA E HORTIFRUTIS - Além da entressafra que chega ao fim, produtores e indústria lacticínia alegam, por outro lado, justificando o alto preço do leite e de seus derivados, sobretudo os queijos, que os insumos estão mais caros devido ao alto valor do dólar. Segundo eles, a ração subiu 65% em 12 meses e houve um descompasso entre a oferta de produtores e indústria. Em agosto, o leite registou 24,23% e, no acumulado de 2020, encontra-se em 27,78%.

Com 13% de aumento no mês e um acumulado que chega a 23,8%, já a inflação no preço do óleo de soja só foi vista em 2001, quando este chegou a subir 38%. O motivo do aumento em 2020 vem da China. O país foi o primeiro que saiu da pandemia de Covid-19 e, desde fevereiro, importa 73% do produto. O cenário só não é pior porque o Brasil continua batendo recordes de produção, porém não o suficiente para equilibrar a oferta interna com a exportação.

No campo dos hortifrutis, apesar do grupo registrar uma deflação de 0,62%, alguns itens também chamam a atenção pela elevação nos preços, como o limão (37,16%), o mamão (22,4%), a melancia (21,9%), o maracujá (16,8%) e o tomate (16,23%). Entre os produtos com maiores quedas no preço em agosto, está o feijão, com deflação de 3,98%, porém soma inflação de 18,23% no acumulado de 2020.

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