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<< SAÚDE Cobertura vacinal está abaixo de 60% Baixa imunização pode trazer problemas para saúde coletiva, diz médico

Publicada em 15/09/2020 às 20:57
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(Foto: Agência Brasil)
Com o isolamento social e o medo de comparecer aos serviços de saúde durante a pandemia da Covid-19, a cobertura vacinal no Brasil neste ano está muito abaixo da meta, com algumas vacinas do calendário básico do Programa Nacional de Imunização (PNI) não atingindo metade do público-alvo esperado. O alerta foi feito nesta terça-feira (15) pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), durante o lançamento da campanha #CRIE+proteção, para divulgação dos serviços gratuitos dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries).

O presidente da SBIm, Juarez Cunha, apresentou dados do Data SUS referentes a agosto, segundo os quais nenhuma cobertura para crianças até 2 anos atingiu 60% do público-alvo no período. No caso da hepatite B, estava em 45,35%, da poliomielite, em 51,75% na primeira dose e 45,23% no primeiro reforço e, no reforço da tríplice viral, em 44,34%. E apenas 10% das gestantes tomaram a dTpa no mês passado. Essa vacina protege contra difteria, tétano e coqueluche. Cunha alertou que a falta de vacina pode trazer complicações importantes para a saúde coletiva.

“Temos vacinas seguras, eficazes e gratuitas, e o risco é muito grande se continuarmos com cobertura vacinal tão baixa”, disse o médico. Ele enfatizou que os dados de agosto são preliminares, mas que os números atuais estão na faixa de 60%, o que é muito baixo. Segundo Cunha, o risco é que todas essas doenças, que estão eliminadas ou controladas, possam retornar, principalmente com o retorno da mobilidade de toda a população e o retorno às aulas. “É muito importante que todas as crianças estejam com a vacinação em dia”, afirmou.

A vice-presidente da SBIm, Isabella Ballalai, ressaltou que, desde 2017, a cobertura vacinal vem caindo, com o aumento do movimento de hesitação ante a vacina, o que levou o País ao retorno, por exemplo, do sarampo, com 18 mil casos em 2018, 10 mil em 2019 e de já estar com quase 8 mil registros neste ano, apesar da pandemia e do isolamento social. Para Isabella, é preciso se orgulhar do PNI. “O brasileiro confia na vacina, isso se repete nas pesquisas, mas por conta de todos esses fatores da hesitação, registramos neste ano mais de 7 mil casos de sarampo. Como estaria o sarampo se não estivéssemos trancados em casa?”
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