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<< EDITORIAL Dito popular que não deve prevalecer

Publicada em 10/09/2020 às 21:22
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Conforme destaca a sabedoria popular, levando-se em conta que não raras vezes tudo aquilo de ruim que existe hoje poderá se transformar em algo ainda pior amanhã, sempre é bom ficar atento ao desdobrar dos acontecimentos que vão se impondo ao Brasil. Atualmente, por exemplo, tramita pelo Congresso Nacional Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pretende mudar as regras de tributação no País. Os analistas econômicos dizem tratar-se de uma reforma elaborada de maneira adequada por técnicos especializados do governo. Considerando-se, porém, a gravidade do momento atual em que a Covid-19 vai impactando cada vez mais a economia brasileira, principalmente em razão dos gastos projetados pelo governo para auxiliar de alguma forma todos os desempregados e setores prejudicados pela situação que torna tudo muito mais difícil no Brasil, é importante que todos prestem atenção e fiquem atentos a tudo aquilo que o governo pretende reformular na economia.

Há que se reconhecer o esforço empreendido pelo Palácio do Planalto no sentido de procurar amenizar as dificuldades que os brasileiros em geral estão enfrentando. Neste aspecto, basta lembrar o dinheiro extra já comprometido pelo governo e que gira em torno de R$ 800 bilhões para combater todos os impactos negativos do novo Coronavírus. Quase 70 milhões de brasileiros já foram beneficiados pelos recursos distribuídos pelos cofres públicos federais. Apesar 
"O que não pode é tudo continuar na mesma, justificando o dito popular de que as coisas sempre poderão piorar um poucomais para todo o mundo"

de o presidente Jair Bolsonaro sempre descartar a possibilidade da volta da cobrança de impostos nos moldes da antiga CPMF (Contribuição Provisória de Movimentação Financeira), extinta há mais de dez anos, sabe-se que os técnicos do Ministério da Economia contam com isso para fazer frente a tudo aquilo que está sendo investido para combater a pandemia, que corre solta por todo o território nacional. Ainda na semana passada, o chefe da Nação liberou mais quatro parcelas de R$ 300,00 para ajudar as pessoas que estão desempregadas. Embora não haja como deixar de reconhecer tudo isso, é preciso ficar atento para que a reforma tributária não volte a prejudicar os brasileiros com a cobrança de tantos impostos, principalmente em prejuízo das pessoas mais pobres. Não está afastada a possibilidade de ser aprovada a volta desse imposto. Claro que o governo terá de arrecadar muito mais para fazer frente às despesas que vem assumindo ao longo deste ano, mas o que não pode é o trabalhador desempregado e que ganha pouco continuar sendo vítima de toda essa situação extremamente lamentável. Enquanto o desemprego não sair de cena com a máxima urgência, sempre será muito difícil para todo mundo garantir o pão de cada dia. Há que se considerar que a carga tributária no Brasil já chega a 36% em muitos casos. E o que não pode é tudo continuar na mesma, justificando o dito popular de que as coisas sempre poderão piorar um pouco mais para todo o mundo.

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