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<< ECONOMIA Supermercados prometem lutar para conter inflação negociando preços com fornecedores

Publicada em 09/09/2020 às 22:20
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(Foto: Agência Brasil)

O aumento significativo nos preços principalmente da maioria dos produtos que compõem a chamada ‘cesta básica dos brasileiros’, como o DIÁRIO mostrou em sua edição de ontem, com base nos dados de agosto da Cesta Básica Sorocabana, apurada mês a mês pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso (Universidade de Sorocaba), vem colocando também os empresários do setor de supermercados em alerta, para não figurarem como vilões da situação em meio da pandemia do novo coronavírus que ainda se faz presente no País inclusive.

O arroz e feijão, como constatado em pesquisas tanto do empresariado, como de órgãos governamentais e não-governamentais ligados à defesa dos direitos dos consumidores, estão perdendo cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros em função do aumento das exportações destes produtos e suas matérias-primas, além da diminuição das importações desses itens, motivadas também pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real. Somando-se ao câmbio competitivo, há a conjunção de quebra de safra e o crescimento da demanda interna impulsionada pela Covid-19, que trouxe maior consumo de produtos básicos - tanto pelo auxílio emergencial do governo federal, quanto pelo deslocamento do consumo fora de casa para dentro do lar.

O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) está controlado porque, no acumulado do ano, itens como os transportes, combustíveis e recreação estão com deflação; já a habitação, por sua vez, está com acumulado de apenas 0,76%. Mas esta não é a realidade do grupo dos alimentos, que possuem grande importância na composição do orçamento familiar. O feijão e o arroz, por exemplo, estão, respectivamente, com inflação acumulada em 23,1% e 21,1% em 2020.

“Está cada vez mais difícil para o consumidor comprar os itens que costumeiramente eram os primeiros a entrar no prato do brasileiro. O arroz, feijão, leite e óleo de soja, por exemplo, estão com aumento acumulado médio em 18,85% no ano, número quase quatro vezes maior que o índice geral de preços dos alimentos (5%)”, reconhecem os economistas da própria Associação Paulista dos Supermercados (Apas), com a entidade empresarial reforçando, desde o início da pandemia, tem insistido junto a seus associados para que não aumentem suas margens de lucro e repassem aos consumidores apenas a majoração proveniente dos

fornecedores, “de modo que possamos assegurar o emprego dos nossos colaboradores e garantir que a população tenha alimentos de qualidade à disposição”. “Assim como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e as demais 26 associações estaduais afiliadas à entidade que representa o setor supermercadista nacionalmente, a Apas recomenda aos supermercadistas paulistas que continuem negociando com seus fornecedores e comprem somente a quantidade necessária para a reposição, bem como ofereçam aos seus consumidores opções de substituição aos produtos mais impactados por esses aumentos provenientes dos fornecedores de alimentos”, acrescenta nota oficial da instituição.

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