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<< AGENDA CULTURAL Justiça faz notificação sobre alta de itens da cesta básica Medida quer coibir possíveis abusos de preços, principalmente do arroz

Publicada em 09/09/2020 às 21:44
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Safra do arroz sofreu diminuição da oferta no contexto global (Foto: Ag. Br.)
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e os representantes de produtores de alimentos foram notificados pela Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e terão cinco dias para explicar o aumento dos preços dos alimentos que compõem a cesta básica. O anúncio deu-se no mesmo momento em que o presidente dos supermercados, João Sanzovo Neto, era recebido pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes no Palácio do Planalto. Para a pasta, o alerta da alta de preços foi dado pelo arroz, cuja safra sofreu diminuição da oferta no contexto global. 

De acordo com a secretária Nacional do Consumidor, Juliana Domingues, não se pode falar em preços abusivos sem antes avaliar toda a cadeia de produção e as oscilações decorrentes da pandemia. Ela explica, ainda, que o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor da secretaria expediu ofícios para o levantamento de dados. O objetivo do trabalho e conferir possíveis abusos, tanto dos varejistas quanto dos produtores. Se houver confirmações de dolo na formação dos preços, a pasta nacional poderá aplicar multas com valores que podem passar de R$ 10 milhões. 

Já o presidente da Abras ressaltou que Bolsonaro não o avisou, durante a reunião, que a entidade seria notificada pelo Ministério da Justiça. “Bolsonaro não sabe dessa notificação. Deve ser uma notificação de rotina para prestação de informação, e nós faremos isso tranquilamente”, disse. Na saída da reunião, o dirigente da entidade disse que o setor de supermercados não pode ser responsabilizado pela alta de preços, causada, segundo ele, por problemas de produção e pela alta no câmbio. “Não vamos ser vilões de uma coisa da qual não somos responsáveis, muito pelo contrário”, disse. 

PRODUTORES – O presidente da Federação das Associações dos Arrozeiros (Federarroz), Alexandre Velho, refutou a alegação de que um dos motivos para o produto ter ficado mais caro nos supermercados seria a estocagem pelos agricultores para fazer especulação. Ele ressaltou que, se há especulação, ela está sendo feita por grandes indústrias de alimentos. “As maiores possuem estoque garantido até a próxima safra”, disse. Velho destaca, ainda, que os rizicultores brasileiros amargaram prejuízo nos últimos cinco anos, frequentemente vendendo o produto abaixo do valor de custo. 
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