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<< EDITORIAL Descortinando o futuro

Publicada em 03/09/2020 às 21:12
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Apesar de ter demorado até demais, finalmente, nesta semana, o Congresso Nacional promulgou a lei que garante ao Brasil a efetiva permanência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Esse fato não deixa de ser dos mais significativos para o financiamento do Ensino Básico a partir de janeiro de 2021, em substituição ao atual modelo que há anos vem funcionando no País. Levando-se em conta a importância de se consolidar entre as oito economias do mundo, mais do que nunca está na hora de o Brasil investir pesado na educação, o que deverá ser feito daqui para frente através de todos os dispositivos que o novo modelo determina. Pode-se afirmar, também, que o novo Fundeb é o caminho mais adequado e seguro para gerar oportunidades aos mais jovens e para reduzir as desigualdades sociais que há muito tempo predominam no País.

Para se ter uma ideia do que representa o novo Fundeb, basta lembrar que o investimento anual por aluno, que hoje é de quase R$ 3,6 mil, passará a ser de R$ 5,5 mil a partir do ano que vem, devendo ser reajustado anualmente de acordo com a inflação. Há que se ressaltar que a distribuição dos recursos, atualmente feita pelos governos estaduais, deverá passar à responsabilidade dos municípios. Ao longo 
"O que deve interessar mesmo é tudo aquilo de bom que o aprimoramento do sistema educacional pode representar para o futuro do Brasil"

dos anos, as escolas públicas foram perdendo qualidade e, mesmo as particulares, com exceções, estão longe dos patamares oferecidos por instituições similares a de países do chamado mundo desenvolvido. É oportuno lembrar que o Brasil, de acordo com estudos internacionais, sempre foi visto como único país dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) a não ter nenhuma instituição de Ensino Superior entre as 100 mais bem-avaliadas por acadêmicos do mundo todo. Só para constar, há anos que os Estados Unidos possuem sete universidades entre as 10 primeiras e 45 entre as 100. Não há como negar a necessidade de melhorar a imagem das universidades brasileiras no mundo. Para isso, no entanto, é importante investir como um todo em amplos programas educacionais. Trata-se de um trabalho que deve começar pela base da pirâmide, ou seja, o chamado Ensino Fundamental. O que se espera é que tudo possa melhorar como se deve através do novo Fundeb. Os que realmente se preocupam com o avanço do ensino no País não devem levar em conta simplesmente o fato de que investir na educação não apresenta resultados imediatos e tampouco garante votos. O que deve interessar mesmo é tudo aquilo de bom que o aprimoramento do sistema educacional pode representar para o desenvolvimento do Brasil. Esta é justamente a hora de começar a descortinar o futuro.

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