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<< ENTRETENIMENTO #EmCasaComSesc estreia filme da Mostra Mundo Árabe e título indígena Plataforma exibe também curta e selecionados do 46o Festival Sesc Melhores Filmes

Publicada em 03/09/2020 às 20:53
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(Foto: divulgação)
Quase completando três meses no ar e com mais de 530 mil visualizações, a série Cinema #EmCasaComSesc, realizada pelo Sesc São Paulo, disponibiliza gratuitamente ao público, nesta semana, novos filmes em streaming pela plataforma do Sesc Digital. Além das estreias do período, a série exibe desde hoje novo longa da Mostra Mundo Árabe de Cinema em Casa, em vista do isolamento social causado pela pandemia principalmente, além de um curta-metragem e dois novos títulos do Ciclo de Cinema Indígena. E continua disponível, na mesma plataforma, um recorte especial dos mais votados no 46o Festival Sesc Melhores Filmes.
 
Uma das estreias da semana é o clássico “Stromboli”, de Roberto Rosselini (1906-1977), de 1950. O longa traz a atriz Ingrid Bergman (1915-82) em interpretação marcante. Ela faz a personagem Karen, uma refugiada que se casa com um marinheiro da Ilha de Stromboli, na Sicília. Pouco tempo depois, as diferentes mentalidades e o duro estilo de vida da ilha começam a prejudicar o casal.
 
Outro italiano é destaque nesta semana: “As Maravilhas”, de Alice Rohrwacher, de 2014. Indicado à Palma de Ouro em Cannes, o filme conta a história de Gelsomina, uma jovem moça que vive com seus pais e suas irmãs na região da Toscana e que tem a sua vida modificada com a chegada de Martin. Ambos têm classificação indicativa de 12 anos.
 
ESTREIAS NACIONAIS - ‘AS DUAS IRENES’ E “ANGELA’ - O Cinema Em Casa traz também a estreia do nacional “As Duas Irenes”, de Fabio Meira, de 2017. No longa, a menina Irene, de 13 anos, descobre que o pai tem uma segunda família e outra filha de sua idade, também chamada Irene. Sem que ninguém saiba, ela se arrisca para conhecer a menina e acaba descobrindo uma Irene completamente diferente dela. O filme, que tem classificação indicativa de 14 anos, participou da Mostra Generation do 67o Festival Internacional de Cinema de Berlim e conquistou os prêmios de Melhor Primeiro Filme e Melhor Fotografia no 32o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México.
 
Outro nacional na programação é o curta-metragem “Angela”, de Marília Nogueira (classificação também 14 anos), que mostra uma personagem hipocondríaca, apresentando diagnósticos de doenças que nunca teve. Sua ficção segue imperturbável até a chegada de Sueli e o vislumbre de uma nova existência.
 
Para o público infantil, estreia na plataforma o longa nacional “O Cavalinho Azul”, com direção de Eduardo Escorel, de 1984. Adaptação de peça homônima da escritora Maria Clara Machado (1921-2001), o filme conta a história de Vicente, menino que tem um magro pangaré marrom, que aos seus olhos é um belo cavalo azul. Seus pais, pobres roceiros, passam por dificuldades e precisam vender o animal, para tristeza do menino. Determinado a não perder seu cavalo azul, Vicente embarca numa aventura
para recuperá-lo. A classificação indicativa é livre.
 
A semana tem também dois novos filmes de autoria indígena, dentro eixo temático que traz a exibição de obras realizadas por coletivos e diretores de diversas etnias e regiões do Brasil. “Duas Aldeias, Uma Caminhada”, com direção do Coletivo de Cinema Mbya-Guarani, é um documentário que mostra o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os não-indígenas de hoje; “Teko Haxy”, de Patrícia Ferreira (Pará YxaPy) e Sophia Pinheiro, apresenta a experiência do encontro entre duas mulheres que se filmam.
O documentário experimental ancora-se na relação de duas artistas, uma cineasta indígena e uma artista visual e antropóloga não-indígena.
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