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<< REGIÃO Batata, tomate e produtos de limpeza seguram inflação, ameaçada pelo preço do leite e carnes Avaliação referente a julho é da Associação Paulista de Supermercados

Publicada em 26/08/2020 às 21:54
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(Foto: Agência Brasil)

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), com apoio mercadológico da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), registrou uma queda em relação ao mês anterior, fechando em uma inflação de 0,60% em julho. O que segurou o aumento geral no Estado foram as deflações registradas nos produtos hortifruti (-2,52%), bebida (-0,43%) e limpeza (-0,41%) equilibrando a balança. No acumulado do ano, o índice está em 4,98% - no mesmo período de 2019, a inflação era de 2,71% e o ano acabou fechando em 5,73%. “Sem dúvida, a exportação da proteína, somada à entressafra do leite, são os principais índices que puxam a inflação para cima”, explica o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos.

Entre os itens que tiveram as maiores quedas no mês passado, estão os legumes (-8,39%) e os tubérculos (-7,05%). Os principais representantes destas classes são o tomate, com -19%, e a batata, com 18,3%. No primeiro, a maturação acelerada da lavoura (sem frio e pragas) aumentou a oferta no mercado, mas com o fim das safras em agosto a boa notícia está ameaçada. No caso da batata, a boa safra garantiu preços atrativos que adiantaram colheita. Outros itens, como laranja (-5,71%), cenoura (-17,29%) e beterraba (-4,18%), também tiveram grandes quedas

Entre as bebidas, as não alcoólicas tiveram deflação de -0,33% e as alcoólicas, -0,61%. No setor da limpeza, os destaques ficaram para sabão em pó (-2,12%) e sabão líquido (-2,07%). No acumulado do ano, o maracujá segue sendo o produto com maior queda de preço (-35,5%) e a cebola com a maior alta (55,13%).

LEITE E CARNES - Analisando o histórico do leite nos últimos anos, por outro lado, os supermercadistas analisam que não é incomum o produto registrar acelerações deste tipo no primeiro semestre. Ao comparar os seis primeiros meses do ano, nota-se, segundo os analistas econômicos ligados à Apas, que em 2016 houve um aumento de 55% e, em 2018, 49%. Em 2020, o leite subiu 4,95% em julho e soma 21,62% no acumulado.

O principal motivo para o aumento é a diminuição das chuvas nas regiões produtoras, o que causa menos pastagens verdes e afeta a produção das vacas leiteiras. Os analistas acreditam, porém, que esse aumento irá perdurar neste mês de agosto ainda, refletindo também na indústria de laticínios e derivados. Em julho, o valor da muçarela subiu 11,6%, e o queijo prato quase 9%.

Quanto às carnes, por outro lado, em julho as bovinas registraram o terceiro aumento seguido (1,15%), porém a forte queda de janeiro e fevereiro compensam o movimento recente, sendo que no acumulado de 2020 as carnes registram ainda queda de 3,4%. Entre os cortes com deflação, estão a picanha (-1,2%) e o contra-filé (-0,78%); já os que tiveram maiores altas foram alcatra (4,8%), costela bovina (4,99%) e fígado (7,54%).

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