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<< REGIÃO Funcionários dos Correios em greve promovem carreata

Publicada em 25/08/2020 às 20:37
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Convocada pela regional do Sindicato da categoria, funcionários em greve dos Correios em Sorocaba e também de diversas cidades vizinhas participaram, no início da tarde desta terça-feira (25), de carreata apresentada como fórmula de levar ao conhecimento da população a motivação da paralisação a nível nacional da categoria, deflagrada no último dia 17. A concentração ocorreu na avenida Dom Aguirre e, depois de percorrer diversas regiões do Município, a carreata seguiu pela avenida Juvenal de Campos em direção à vizinha cidade de Votorantim, sempre com o auxílio de caminhão de som de onde partiam os esclarecimentos e ‘palavras de ordem’ de parte das lideranças sindicais.

Os funcionários dos Correios de todo o País aprovaram a continuidade da greve em assembleias virtuais realizadas por diversos sindicatos no final de semana, “para pressionar pela manutenção de cláusulas do acordo coletivo da categoria”, como informou a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), que representa 50% do efetivo nacional e 60% do fluxo postal nacional.

O calendário de mobilização envolve ainda para esta semana a realização de ‘piquetes de esclarecimento’ em todas as unidades dos Correios no Estado, além das carreatas centralizadas ontem na Capital e em Sorocaba, Guarulhos e Alto Tietê. A decisão de manter a paralisação aconteceu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) definir, em julgamento no plenário virtual, que manteria a suspensão do acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios. A votação terminou sexta-feira (21). O julgamento referendou liminar que já havia sido concedida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, a pedido da direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Segundo a Findect, a cúpula dos Correios quer a retirada de 70 cláusulas do acordo, que previam direitos como vale alimentação, licença-maternidade de 180 dias e auxílio-creche.

Em nota, os Correios afirmam que "têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios". "A paralisação da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da Covid-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade", acrescenta o texto, com a estatal destacando ainda esperar que “os empregados que aderiram ao movimento paredista, cientes de sua responsabilidade para com a população, retornem ao trabalho".

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