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<< EDITORIAL Os estragos que a pandemia provoca

Publicada em 13/08/2020 às 18:08
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Apesar de o Brasil e o mundo terem sofrido com diversas outras epidemias e pandemias, o fato é que a humanidade atual nunca viu nada parecido, salvo alguns poucos privilegiados que possam ter testemunhado de perto os efeitos nocivos da gripe espanhola 100 anos atrás. Levando-se em conta isso, acaba se tornando natural que os problemas hoje em dia aflijam a todos. Como os brasileiros estão observando o que vem ocorrendo no Brasil, apesar das variáveis em torno dos casos em todos os Estados, não se pode ignorar que o novo corona vírus se alastrou de maneira surpreendente por todos os lados, dizimando milhares de vidas que dentro de mais algum tempo deverão passar da casa de 1 milhão de óbitos.

Do jeito que as coisas caminham, não resta a menor dúvida que os prejuízos financeiros a serem contabilizados no País por contada doença vão extrapolar toda e qualquer expectativa, sem se falar das mortes sem fim que deixarão o mundo inteiro mais alarmado do que nunca. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, por exemplo, com os seus relatórios mensais sobre os gastos dos municípios paulistas, tem dado a exata dimensão do estrago que a pandemia vem provocando nas contas públicas.

“Do jeito que as coisas estão, chegará o dia em que tudo se apresentará de maneira extremamente congestionada financeiramente para todas as esferas do poder”

Pode-se dizer que o resultado de tudo isso é que, nas vésperas das eleições municipais deste ano, os prefeitos serão obrigados a dedicar boa parte de seu tempo tentando cobrir buracos no orçamento. É do conhecimento geral que a normalização do ingresso de recursos públicos não terá condições de ser feita da noite para o dia. E o mesmo deve ocorrer com as finanças públicas dos Estados e do governo federal. Assim, chegará o dia em que as coisas vão se apresentar de maneira extremamente congestionada para todas as esferas do poder.

Com toda a ajuda que o Palácio do planalto vem procurando dar aos desempregados, informais e ás empresas de todos os portes, sabe-se que nesta altura dos acontecimentos o rombo comprometido já está perto de R$ 1 trilhão, o que não deixa de ser algo excepcional, já que essa importância não constava do orçamento da União e deveria ser aplicada em outros melhoramentos públicos esperados por toda a população brasileira.

Enfim, em razão de tudo isso, é bem provável que o PIB (Produto Interno Bruto) venha a revelar, de acordo com os analistas econômicos, crescimentos negativos inimagináveis nos próximos anos. Será fundamental, portanto, o governo não cometer erros e também não fazer a farra de sempre com os recursos públicos.

 

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