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<< 2020 começa com as bênçãos da Santa

Publicada em 02/01/2020 às 19:41
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(Foto: Germano Schonfelder)

Muita gente se surpreendeu, porém bem antes de 10h30 o andor com a veneranda imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, já adentrava à praça Cel. Fernando Prestes, rumo à Catedral Metropolitana, trazida por milhares de devotos romeiros em piedosa caminhada de fé sob intenso calor e sol escaldante por pouco mais de 12 quilômetros, desde o alvorecer do primeiro dia deste novo ano de 2020. Foi a 121ª vez consecutiva que, aliás, um novo ano começava em Sorocaba com o traslado da Santa de seu Santuário Arquidiocesano, no bairro histórico de Aparecidinha, ao Centro da cidade, desde que em 1899, em meio à epidemia de febre amarela que dizimava os sorocabanos, o então pároco da Matriz de Nossa Senhora da Ponte, monsenhor João Soares, fixara as datas de 1º de janeiro e segundo domingo de julho para as frequentes peregrinações que ocorriam na Vila e depois Município desde, seguramente, o final do século XVIII, início do século XIX.

A romaria deixou Aparecidinha, como de costume, por volta das 6 horas, após a missa de envio dos romeiros celebrada junto ao Santuário Novo, na praça Cônego João Santucci, às 5 horas, sob a presidência do arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Julio Endi Akamine, SAC, ele próprio um dos romeiros a vencer a extensa caminhada, em meio à recitação do terço, meditações, reflexões e cânticos em honra de Maria Santíssima – solitário, por volta das 9h30, com seu passo firme e mochila com os paramentos às costas dom Julio já era visto subindo a rua XV de Novembro rumo à Catedral.

Vencidos os muitos quilômetros da estrada, hoje praticamente uma avenida íngreme, com subidas e descidas, que separam o bairro de Aparecidinha do perímetro urbano, logo a procissão despontava no Alto da Boa Vista e, cruzando as avenidas Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes e São Paulo, logo parava defronte à Santa Casa de Misericórdia, para a habitual visita e bênçãos aos enfermos internados no hospital na passagem de ano. Ali padre Flávio Jorge Miguel Júnior, do Santuário de São Judas Tadeu, do bairro do Central Parque, e outros sacerdotes retiraram do andor a redoma com a imagem da Santa e a levaram a percorrer os quartos da Santa Casa, em outro dos momentos mais emocionantes da centenária peregrinação.

 

SEM QUEIMA DE FOGOS – Um dos fatores que contribuíram decisivamente para a surpresa de muitos em relação à romaria adentrar bem mais cedo ao Centro em vista do horário de costume (por volta das 11 horas) foi, certamente, a suspensão da queima de fogos de artifício durante o trajeto e, principalmente, junto à ponte sobre o rio Sorocaba, na rua XV de Novembro. Os devotos de Nossa Senhora Aparecida reagiram positivamente aos apelos do arcebispo dom Julio Endi Akamine, no sentido de se concentrarem em práticas piedosas e clima de oração durante todo o trajeto da romaria, não soltando rojões. “Atendendo ao pedido da Prefeitura Municipal e também ao apelo de várias pessoas que se incomodam com o estouro de fogos de artifício, exorto que não sejam soltados rojões durante a Romaria. Mesmo que outras manifestações incomodem muito mais, desejamos que, de nossa Romaria, o que mais se ouça sejam as nossas orações e cantos”, escreveu dom Julio em comunicado pastoral distribuído pela Cúria Arquidiocesana dias antes da manifestação mariana típica dos sorocabanos. “Reze individualmente ou em grupo o Santo Rosário. Procure participar devota e atentamente da Romaria com a oração. A Romaria não é uma passeata, nem mera caminhada. É um ato de louvor motivado pela fé em Deus e pela devoção à Nossa Senhora. Para honrar Deus e Nossa Senhora, queremos também evitar sujar as ruas que fazem parte do itinerário da Romaria. Os católicos são gente ordeira e bons cidadãos, por isso, além de demonstrar publicamente a nossa fé, manifestemos também nossa responsabilidade social e civil”.

O arcebispo metropolitano igualmente presidiu a missa de encerramento da 121ª Romaria de Aparecidinha numa igreja da Catedral completamente tomada pelos fiéis e devotos de Nossa Senhora Aparecida, lembrando também a ocorrência a 1º de janeiro da Solenidade em honra de Maria Santíssima como Santa Mãe de Deus, um dos cinco dogmas de fé marianos proclamados pela Igreja em sua bimilenar sabedoria, e Dia Mundial da Paz. (José Benedito A. Gomes)

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