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Diário de Sorocaba





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<< Disparada de preços em setembro provoca aumento de quase 8% na Cesta Básica Sorocabana em um ano Em relação a agosto/19, aumento foi de 0,53%, passando de R$ 608,88 a R$ 612,09

Publicada em 01/10/2019 às 19:47
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Disparada em setembro nos preços de, pelo menos, dezessete dos 34 itens pesquisados dentro da Cesta Básica Sorocabana, apurada mês a mês pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso (Universidade de Sorocaba), provocou um aumento de 7,48%, ou seja, R$ 42,62 pagos a mais pelo consumidor, em relação ao valor apurado um ano atrás, quando custava exatos R$ 569,47. Quando comparado com o mês anterior (agosto/2019), o preço da cesta apresentou um aumento de 0,53%, passando de R$ 608,88 para R$ 612,09, ou seja, R$ 3,21 pagos a mais pelo consumidor.

Entre os itens que apontaram maior aumento no mês passado, está a carne de 1ª (6,68%), passando de R$ 22,47/kg em agosto para R$ 23,97/kg em setembro. Depois de ter apresentado uma forte queda no mês anterior, a carne de 1ª voltou a subir em setembro e, devido ao seu peso nos gastos dos consumidores, se tornou o principal vilão da alta da cesta básica no mês. Além da carne de 1ª, os produtos que tiveram os maiores aumentos de preços no mês passado foram o sabão em barra (5,97%), o óleo de soja (5,03%), os ovos (5,03%) e o alho (-5,11%). Em contrapartida, os produtos que apresentaram as maiores quedas foram a cebola (-19,71%), a batata (-13,47%), a carne de 2ª (-4,08%), o café (-2,98%) e a margarina (-2,77%).

O óleo de soja passou de R$ 3,18 (900ml) em agosto para R$ 3,34 em setembro. Os ovos, por sua vez, tiveram sua terceira alta consecutiva no ano, de R$ 5,77 (1 dúzia) em agosto para R$ 6,06 em setembro. Por sua vez, o alho apresentou o seu sétimo aumento de preço consecutivo e encerrou o mês de setembro cotado a R$ 4,50 (200 gramas), aumento de 4,9% em relação ao mês anterior - a entressafra do alho nacional no primeiro semestre e o volume menor do alho chinês no mercado explicam os preços valorizados do produto. Com a alta registrada em setembro, o alho passa, aliás, a ser o produto da cesta básica que mais acumula alta no ano (56,1%), ficando atrás apenas da cebola (51,9%).

 

CEBOLA EM BAIXA, PORÉM COM PATAMARES AINDA ELEVADOS - Por outro lado, depois de apresentar sete altas consecutivas no ano e ter sido o item que apresentou a maior alta de preço no mês anterior, a cebola apresentou em setembro uma forte queda de preço (-19,71%), passando de R$ 5,53/kg em agosto para R$ 4,44/kg em setembro. O principal motivo para isso foi o aumento da oferta da região centro-oeste, que voltou a colher. Contudo, apesar de aliviar o bolso do consumidor, o preço da cebola ainda continua em patamares elevados e segue sendo o segundo item da cesta básica com a maior alta acumulada no ano (51,9%). Em relação a setembro de 2018, a cebola está 136,4% mais cara; na época, a sua cotação registrada foi de R$1,88/kg.

Em seguida, o item que sofreu a maior queda de preço em setembro em relação ao mês anterior foi a batata (-13,47%), passando de R$ 4,01/kg para R$ 3,47/kg. Essa já é, conforme constata a pesquisa da Uniso, a sua terceira queda consecutiva. “O principal motivo para isso se deve à chegada do pico do período de safra. Apesar da grande queda de seu preço, a batata ainda acumula uma alta no ano de 12,2% e segue em patamar muito acima do registrado para o mesmo período do ano passado (138,7%) quando foi registrado R$ 1,36/kg”.

A avaliação do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Sorocaba, coordenado pelos professores Lincoln Diogo Lima e Renato Vaz Garcia, é de que a alta do valor da Cesta Básica Sorocabana (0,53%) em setembro foi também superior ao resultado medido pelo índice de inflação oficial (IPCA-15), que apresentou elevação de 0,09%, indicando, assim, que os produtos de consumo básico que a compõem subiram, em média, muito mais que os preços em geral na Economia brasileira. Já no acumulado do ano, tanto a cesta básica, quanto a inflação medida pelo IPCA-15 apresentaram alta de 4,43% e 2,60% respectivamente. 

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