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<< Sala Fundec recebe o musical infantil ‘A Borboleta Sem Asas’ Mote da peça é a deficiência como eficiência e singularidade

Publicada em 26/09/2019 às 18:05
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(Foto: Divulgação)
O musical “A Borboleta Sem Asas”, uma obra de César Cavelagna, faz duas apresentações nesta sexta-feira (27), às 10 e 14h30, na Sala Fundec, à rua Brigadeiro Tobias, 73, no Centro.
Babi é uma borboleta que nasceu sem asas. Certo dia, ela decide ir até o lago com as outras borboletas, mas elas a destratam por causa de sua deficiência. Ao decidir ir até o lago pela terra, conhece diversos outros insetos que a ajudam em sua trajetória, como a abelha Abel, o caramujo Magnólio e o vagalume Lamparino, entre outros, cada um com sua particularidade. 
A peça, que ganha versão atualizada, foi criada em 1996 a partir de um desejo de César Cavelagna e Marcos Okura de discutir o assunto da deficiência com os pequenos. O sucesso da abordagem foi tamanho que “A Borboleta Sem Asas” ganhou duas montagens profissionais para o palco, uma delas da extinta Cia de Teatro Rock, de Ferraz, Okura, Fezu Duarte e Fábio Ock; outra montagem criada por estudantes ao fim de uma oficina de teatro. Surgiu ainda uma adaptação audiovisual para o programa ‘Teatro Rá-Tim-Bum’, da TV Cultura. 
A nova versão, com direção assinada por Bebel Ribeiro e Paula Flaibann, aposta na proximidade com as crianças da nova geração. Para isso, algumas adaptações foram feitas, como músicas que flertam mais com o pop e a principal ocupação das borboletas que hostilizam Babi – se na versão original elas eram modelos, agora elas são digital influencers. “É uma versão da Borboleta para os anos 2020”, diz Marcos Okura, que acompanhou o processo de criação da peça como supervisor artístico.
O espetáculo é composto por dez músicas. O diretor musical Vinícius Loyola apostou em diferentes gêneros e referências que alcançam crianças e adultos. Pop, rock, tango, disco e axé integram a trilha sonora. Os figurinos de Juliana Sanches fogem do óbvio na representação dos insetos. “Não quisemos nada muito realista, há apenas alguns elementos do figurino que remetem ao inseto em questão, mas isso só se revela mesmo pela dramaturgia”, contam as diretoras. 
A peça foi viabilizada pelo grupo ‘Trapiche de Teatro’. A entrada é franca.
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