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Diário de Sorocaba





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<< Inspirada em obra sorocabana, grupo mineiro vem à cidade encenar ‘Mata Rasteira’

Publicada em 25/09/2019 às 19:39
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(Foto: Divulgação)

Após temporada de sucesso em Minas Gerais e São Paulo, o espetáculo teatral “Mata Rasteira”, do Grupo ‘Caras Pintadas’, de Belo Horizonte, tem sessão especial em Sorocaba em homenagem ao 74º aniversário de fundação da tradicional da Sociedade Cultural e Beneficente “28 de Setembro” neste próximo domingo (29). A peça baseada no livro “Mata Rasteira – A origem da Resistência”, Prêmio Sorocaba de Literatura’2018, do escritor e jornalista sorocabano Abner Laurindo, que narra a criação da Capoeira. A apresentação única será às 18 horas, na própria sede social do ‘28’, onde funciona o ‘Dois Ponto Oito Teatro Bar’, na região central, à rua Machado de Assis, 112 (atrás do Fórum Velho).

O espetáculo tem a atuação do ator Rodrigo Negão, com direção e dramaturgia de Gabriel Coupe. A temática central da peça são as rebeliões nos quilombos e nas senzalas e a luta dos negros desde o período colonial até os dias de hoje, encenada com os fundamentos e a musicalidade da capoeira e com a contação de histórias dos Griots africanos. Tudo começa com a odisseia de Nlongi, um menino nascido em Angola, que é sequestrado e escravizado por corsários portugueses e trazido para o Brasil, onde participa de importantes movimentos de resistência cultural e guerreira do povo negro em sua ânsia pela liberdade. Segundo Negão, "Mata Rasteira" é um grito por liberdade que emerge da efervescente produção negra no teatro nacional, trazendo com ludicidade uma mensagem urgente e acessível a um público que nos dias de hoje é marcado pela diversidade. “Seu objetivo é colocar em cena uma perspectiva histórica sobre a luta constante dos negros contra a escravidão em todas as suas facetas cotidianas, institucionais e culturais”, explica ainda o ator, lembrando que, a partir do encontro do Grupo ‘Caras Pintadas’ com o romance "Mata Rasteira - A origem da Resistência", de Abner Laurindo, ficaram entusiasmados em produzir um espetáculo baseado na obra. “A narrativa leva espectadores de todas as idades em uma viagem pelos mares, indo ao encontro da ancestralidade e historicidade das personagens africanas que se veem nas garras do sistema escravocrata, cujos reflexos nos transportam de volta até os dias de hoje”, explica o Gabriel Coupe, o diretor da montagem.

Ingressos a R$ 10,00. Classificação: livre.

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