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Diário de Sorocaba





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<< Segurança nas escolas é grave e preocupante Autoridades convergem para a visão de que a união entre comunidade e forças policiais é essencial para ampliar a segurança nas unidades escolares

Publicada em 10/09/2019 às 19:55
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A Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Iara Bernardi (PT), sediou, na noite desta segunda-feira (9), audiência pública para debater a segurança nas escolas da cidade. Além dos secretários municipais de Educação, Wanderley Acca, e de Segurança e Defesa Civil, Marcos Mariano, da Prefeitura, participaram integrantes das forças policiais da cidade, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Municipal, e do Conselho Municipal de Educação, assim como diretores e professores de unidades de ensino e pais preocupados de estudantes.

Logo de início, a vereadora Iara Bernardi apresentou balanço com os números de ocorrências policiais envolvendo as unidades de ensino da cidade, 195 atendimentos de janeiro até agora em Centros de Educação Infantil, Escolas Municipais e Oficinas do Saber, relacionados a danos, furtos qualificados, invasões e tentativas de furto. “São casos de invasão para furto de cabos de energia, merenda escolar e utensílios para preparo de refeições, que podem ser vendidos e convertidos em dinheiro. A comunidade escolar se sente insegura dentro da própria escola”, asseverou.

O delegado Acácio Leite, representando o dr. Marcelo Carriel, da Seccional, disse que a Polícia está sempre à disposição das escolas, ressaltando que a separação entre ambiente escolar e atuação policial não faz mais sentido. “É impossível que um sujeito saia de uma escola com uma panela enorme e ninguém veja. Que alguém compre essa panela e não desconfie de sua origem. Ainda temos um problema muito sério com a ideia do ‘não quero me envolver’”, disse, contando que “as investigações são caso a caso. Mas não tivemos nenhuma denúncia anônima sobre ocorrências em escolas no 8º Departamento de Polícia (que fica na Zona Norte)” - demonstrando a ausência de participação da comunidade.

Para o secretário de Segurança e Defesa Civil da Prefeitura, os casos de invasão nas escolas saem do âmbito apenas da presença de guardas e segurança e vão além, “para a participação da comunidade”. “Existem fatores que favorecem esses problemas, como a débil legislação brasileira, que é frágil em relação à punição dos crimes de furto. Além disso, tem a relação dos usuários de entorpecentes, que invadem as escolas para furtar elementos que possam vender”, destacou Marcos Mariano, ressaltando que a prefeita Jaqueline Coutinho está para anunciar, talvez ainda essa semana, um pacto de ações para coibir as invasões nas escolas.

De sua parte, o major PM Sídnei Vieira, subcomandante do 7º Batalhão de Polícia Militar, afirmou que a Corporação igualmente atua fortemente no policiamento escolar, prioritariamente nas estaduais, e concorrentemente nas municipais e particulares e trabalha com a criação, execução e fomento de atividades preventivas entre a PM e a comunidade escolar nas ocorrências às unidades.

 

INVASÕES DE ESCOLAS - O secretário de Educação da Prefeitura, Wanderley Acca, por outro lado, foi mais além, deixando claro que Sorocaba está realmente passando por um problema muito sério com as invasões escolares, reiterando que desde o início da atual gestão “estamos engajados no sentido de reverter esse quadro”. “Houve uma sensível diminuição desses casos no último mês”, disse ele, que ressaltando a publicação do decreto que permite a implantação de zeladoria em cinco escolas municipais, em parceria com a GCM. Ele afirmou ainda que já foram instaladas 42 câmeras e alarmes em unidades de ensino municipais.

Já o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Salatiel Hergesel, disse que os servidores da Educação sofrem muito com violência nas unidades. “Esse é um dado triste, que vem ocorrendo. A solução é reunir sim as pessoas nesse processo. O governo anterior, cassado, colocou a população contra os servidores, contribuindo para com o aumento da violência contra os servidores. Temos de reverter essa situação”, disse ele, que também é professor.

 

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