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Diário de Sorocaba





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<< Pais denunciam agressões em instituições de acolhimento Coordenadora de instituição e representante de Creas também são ouvidos

Publicada em 28/08/2019 às 11:49
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(Foto: Divulgação)
Dois pais, ouvidos nesta terça-feira (27) pela CPI do Acolhimento ao Menor, denunciaram mau-atendimento e agressões sofridas por seus filhos em instituições de acolhimento de Sorocaba. Um dos depoentes relatou que três de seus filhos eram atendidos e não recebiam a atenção necessária. Segundo ele, por conta do ambiente a que estavam submetidos, os menores passaram a usar drogas e posteriormente fugiram do local. O outro depoente queixou-se de que seus filhos tinham sofrido agressões de outros adolescentes e afirmou que só teve ciência disso após as crianças terem relatado os fatos na escola. 
Também ouvida pela CPI, a coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Sul/Leste, Monique Mello, respondeu a questionamentos dos vereadores acerca das condições da unidade. Segundo ela, a falta de uma estrutura própria compromete o atendimento, já que a unidade divide o prédio com a Secretaria de Igualdade e Assistência Social. A coordenadora afirmou também que sua equipe é muito reduzida para atender às atuais 195 famílias sob seus cuidados, já que, para a estrutura atual, o número máximo recomendado seriam 80.
Por fim, a coordenadora da instituição Casa Nova Vida, também respondendo a questionamentos da CPI, reclamou que recebe crianças e adolescentes sem as informações necessárias para o acolhimento. Segundo ela, é imprescindível que os órgãos competentes, como Cras, Creas, Conselho Tutelar, Secretaria da Educação, entre outros, forneçam um relatório sobre os acolhidos. A depoente destacou também que em sua unidade há atualmente dois acolhidos com 19 e 20 anos, porque na cidade não há local para atendimento de maiores de idade.
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