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<< Ator sorocabano estreia curta sobre negritude e futebol

Publicada em 19/08/2019 às 20:14
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(Foto: Divulgação)

A Sociedade Beneficente e Cultural “28 de Setembro” de Sorocaba será o espaço de estreia na próxima sexta-feira (23), às 19 horas, do filme curta-metragem “Estrela Solitária”, uma produção nacional de qualidade produzida, da concepção à finalização, por técnicos e artistas negros. É o cinema negro brasileiro ampliando o seu lugar de direito ao sol, como destacam os idealizadores do projeto.

A idealização da obra é do ator e produtor sorocabano Marcos Antônio Fera que, inclusive, interpreta ‘Anjo’, um dos protagonistas na produção cinematográfica. O curta-metragem, como adianta ele, lança luz sobre uma história de negritude no campo do amor, afetividade, masculinidade e futebol, numa narrativa audiovisual sobre aceitação humana e resistência negra em um espaço esportivo machista e preconceituoso.

O filme tem a direção e roteiro de Iwan Silva e foi aprovada pelo edital do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado (Proac), na modalidade ‘Culturas Negras’, e foi rodado no começo do ano em São Paulo, Capital. Segundo Fera, “Estrela Solitária” é um filme necessário, sobretudo diante desmantelamento da arte e da cultura do País que paira no ar. Ele explica que a escolha do elenco e equipe técnica tem uma coerência com a militância, para que negros e negras tenham espaço. “É necessário oportunizá-los, pois sabemos do déficit de negros no audiovisual e isso atribuído à acessibilidade, recursos e oportunidades. No filme, negros aparecem dentro e fora das telas. É a necessidade de trazer à tona nossas narrativas. A expectativa é que o filme abra discussões sobre o assunto e, sobretudo, que as pessoas consigam, através das imagens, se impactar para criar mudanças”, ressalta, acrescentando que o filme explora as questões do que vem a ser masculinidade negra e dar voz a quem não é ouvido.

A película tem no elenco os atores Vinícius Bernardo (Altair) e Flávia dos Prazeres (Adara), com participação especial de Eduardo Silva, como Cartola, e que entre as inúmeras participações em produções para o Cinema nacional atuou em “Quilombo”, de Cacá Diegues, em 1984, e “Garrincha, a estrela solitária”, de Milton Alencar Jr., em 2005.

 

A TRAMA - A história do curta-metragem paulista “Estrela Solitária” imerge na relação de dois jovens que, desde crianças, atuam como jogadores no time do futebol da Comunidade Sagrado Coração. Anjo e Altair juntos passar por uma grande chance de terem o talento reconhecido com a presença de um ‘olheiro’ de um time da 1ª Divisão de Futebol durante a partida de várzea, mas apenas um deles é selecionado pelo fato de fazer o gol da vitória. A separação parece inevitável.

Diante da situação, eles vão fazer de tudo para continuarem juntos. “É um filme que fala sobre amizade e companheirismo de uma maneira particular e especial”, define o diretor Iwan Silva, explicando ainda que o curta-metragem, pensado e feito por negros, mostra uma batalha da raça para superar as estatísticas do genocídio da sua juventude que deseja produzir novas perspectivas da população preta.

O “20 de Setembro” fica à rua Machado de Assis, no Centro, atrás do Fórum Velho.

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