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Diário de Sorocaba





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<< Tendência de queda acompanha preço da Cesta Básica Sorocabana em junho Produtos de consumo básico ficaram, na média, mais em conta, mesmo se os bens e serviços tornaram-se mais caros, puxando para cima a inflação

Publicada em 18/07/2019 às 12:42
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(Foto: Agência Brasil)
O preço da cesta básica sorocabana em junho apresentou uma queda de -0,1%, passando de R$ 609,17 para R$ 608,56, ou seja, R$ 0,61 pagos a menos pelo consumidor, aponta a pesquisa mensal elaborada pelo Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso (Universidade de Sorocaba), divulgada nesta quarta-feira (17). Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior (junho/2018), teve um aumento de 1,91%, ou seja, R$ 11,42 pagos a mais pelo consumidor. 
“Nota-se que, depois de sofrer uma forte tendência de alta em maio e junho de 2018, devido à greve dos caminhoneiros e suas consequências, de julho até setembro o valor da cesta básica passa a apresentar uma forte tendência de queda, sendo interrompida nos últimos meses do ano, encerrando 2018 com uma alta acumulada de 4,03%. Já em 2019, depois de quatro meses consecutivos de alta, a cesta básica sorocabana voltou a apresentar queda em maio (-1,22%) e junho (-0,1%)”, esclareceu o professor Lincoln Diogo Lima, coordenador da pesquisa.
A redução do preço da cesta básica em junho (-0,1%), segundo ainda as explicações do Laboratório de Ciências Sociais Aplicadas da Uniso, foi no sentido contrário ao resultado medido pelo índice de inflação oficial (IPCA-15), que apresentou elevação de 0,06%. “Isso indica que os produtos de consumo básico que compõem a cesta básica ficaram, em média, mais baratos, ao passo que os bens e serviços em geral na economia tornaram-se, em média, mais caros. Já no acumulado do ano, tanto a cesta básica, quanto a inflação medida pelo IPCA-15 apresentaram alta de 3,82% e 2,33% respectivamente”. 
 
QUEDA DE PREÇOS - Dos 34 itens pesquisados na Cesta Básica Sorocabana todos os meses, 16 deles apresentaram queda no preço. Entre os itens que apontaram maior queda, está o feijão (-22,29%), passando de R$ 6,91/kg em maio para R$ 5,37/kg em junho. O principal motivo para essa diminuição de preço se deve ao aumento da oferta nacional, devido às recentes boas colheitas realizadas principalmente na região sul do Estado.
O segundo item que apresentou maior redução de preço em junho na cidade foi o papel higiênico (-10,84%), passando de R$ 6,18/pacote de 8 unidades em maio para R$ 5,51. Quando comparado com o mesmo mês do ano passado, o papel higiênico apresenta uma alta de 0,73%; custava R$ 5,47. 
Em terceiro lugar, aparece o vinagre (-3,17%), passando de R$ 1,89 (750ml em maio para R$ 1,83 em junho - com tal resultado, o vinagre apresenta a sua segunda queda consecutiva no ano. Outro item que sofreu queda do preço em relação ao mês anterior foi o sabão em barra (-3,03%), passando de R$ 7,27/pacote de 5 unidades em maio para R$ 7,05. Cotada a R$ 4,18/500 gramas, a margarina também está entre os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços em junho (-2,79%). 
 
AS ALTAS - Por outro lado, o produto que apresentou a maior alta o mês passado foi a batata (8,84%), passando de R$ 4,30/kg em maio para R$ 4,68/kg em junho, tendo como justificativa a pouca área cultivada no período, além do que a produtividade em algumas regiões está abaixo do potencial, devido principalmente ao excesso de chuva no desenvolvimento das lavouras, acarretando alta do preço. 
Outro produto que sofreu aumento no preço em relação ao mês anterior foi o café (3,98%), passando de R$ 9,29/pacote de 500 gramas em maio para R$ 9,66 em junho. Os principais motivos para essa alta se devem à diminuição da oferta global e ao clima frio que prejudicou as plantações no Brasil, fazendo com que os preços subissem. Cotada a R$ 6,69/2 litros, a água sanitária também está entre os produtos que apresentaram as maiores altas de preços em junho (3,88%). 
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